DESCRIÇÃO
Durante o período compreendido entre os dias 01/06/2011 e
07/07 de 2011, foi realizado o Estágio III – Gestão
Integradora: Direção, Coordenação Pedagógica e Supervisão Escolar,
cuja carga horária totalizou 100 horas, divididas em 4 horas
diárias, sob supervisão da Diretora Maria Aparecida Moreira dos
Santos, em conformidade com a organização curricular do curso de
Pedagogia da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), que tem em
sua matriz curricular a obrigatoriedade de 100 horas para este
campo de atuação.
INTRODUÇÃO
O presente
relatório tem como objetivo, contribuir para a reflexão e
incorporação de uma prática pedagógica, com fundamentação teórica,
promovendo o desenvolvimento e amadurecimento das idéias que visam
à formação de futuros Gestores, Coordenadores e Supervisores de
Ensino, preparados para desempenhar suas funções a partir de uma
ação integrada e contextualizada, dentro de uma visão atual de
Gestão Integradora, que parte do princípio de que os “atores
institucionais” da escola (ou seja, toda a comunidade
escolar), com diferentes graus de complexidade e responsabilidade,
devem desempenhar o conjunto de suas funções, considerando cada
área de atuação um meio de fazer a escola cumprir seus objetivos e
não um fim em si mesma. (Prof. Mário Aquino, da
FGV).
Para ilustrar
como ocorre essa integração, o aluno estagiário indica uma animação
elaborada pela Revista Gestão Escolar/ Nova Escola
(Anexo), um surpreendente material que traz casos reais e mostram
como as diferentes áreas da gestão se interligam.
Vale a pena conferir:
http://revistaescola.abril.com.br/swf/animacoes/exibi-animacao.shtml?gestao-integradora.swf
Nesta perspectiva e em
conformidade com os parâmetros estabelecidos no Manual de Estágio
Curricular – UNICID, o aluno estagiário desenvolveu seu
trabalho analisando a formação e atuação da equipe
técnico-pedagógica da escola, procurando abranger atividades que
compreendessem análise, observação e participação, examinando
principalmente, se há uma integração entre as diferentes dimensões
dessa gestão, a saber:
1.
Formação e
atuação da equipe técnico-pedagógica;
2.
Projeto Político
Pedagógico;
3.
Regimento
Escolar;
4.
Projeto de Ação
da Supervisão de Ensino;
5.
Conselho de
Classe;
6.
Entrevistas
(Caderno de Atividades Complementares).
1.1 Da
formação e atuação da equipe
técnico-pedagógica
A
Equipe técnico-pedagógica composta pelo Diretor Escolar,
pelo Supervisor Educacional e pelo Coordenador Pedagógico é
responsável, acima de tudo, pelo ensino e aprendizagem dos
educandos, afinal, esta é a verdadeira razão de ser da escola.
Raphael (2003, p. 20)..
Uma das
principais atribuições da equipe diretiva é a elaboração,
implementação e o acompanhamento do Projeo Político Pedagógico,
norteador dos caminhos e rumos que uma determinada comunidade busca
para si e para aqueles que se agregam em seu entorno. Por isso, a
importância da participação da comunidade, conforme estabelece o
Art. 12 da LDB. Além do
Projeto Pedagógico, a escola deve gerir seu pessoal, bem como os
recursos materiais e financeiros.
A equipe
técnico-pedagógica conta ainda com os Auxiliares Técnicos de
Educação, que numa ação conjunta, promovem a gestão do tempo, do
espaço, dos materiais e das interações.
Todos os
esforços desta equipe devem se voltar, sobretudo, ao alcance de
metas, após definição dos critérios e planejamento de atividades,
além do estabelecimento de prioridades para o trabalho educativo, a
partir da criação de situações que possibilitam conquistas e
avanços na aprendizagem das crianças, bem como, estimular a
integração da comunidade educativa, com a finalidade de reafirmar a importância e o
compromisso com a valorização cultural das famílias, evidenciando o
trabalho pedagógico.
Importante
ressaltar que a escola pública faz parte de um sistema maior e que
"o fato de pertencer a uma rede exige que ela se adapte às
políticas públicas”, portanto, é papel do Diretor conhecer os
princípios que norteiam a orientação educacional, uma vez que os
atos pedagógicos e os atos administrativos de uma escola estão
estreitamente ligados. As ações pedagógicas e as ações
administrativas devem funcionar de forma harmônica, tendo em vista
que o diretor está exercendo funções administrativas em virtude das
ações pedagógicas.
Mediante esse contexto, o aluno
estagiário integrante da equipe-técnico-pedagógica desta Unidade
Escolar e participante ativo das ações supra mencionadas, seja em
serviços administrativos, quando atua na secretaria da escola,
apoiando a dupla gestora, seja em momentos de situação-aula, quando
dos serviços de inspetoria, constatou que a Diretora de Escola
Maria Aparecida Moreira dos Santos, coordena o processo de
implementação e adequação das diretrizes da Política Educacional da
Secretaria Municipal de Educação procurando ajustá-lo às
especificidades da unidade, elaborando e indicando metas para o
plano de trabalho e acompanhando a avaliação dos resultados e
impactos da gestão.
O
planejamento, a coordenação e execução das ações da secretaria da
escola, cuidando para que os documentos tanto dos alunos, quanto
dos servidores, mantenham-se organizados e atualizados,
assegurando, sobretudo, o mais perfeito e regular desenvolvimento
dos trabalhos administrativos, dentro dos prazos estabelecidos, são
de sua responsabilidade, como por exemplo, o zelo e a atualização
da vida funcional do servidor, bem como o acompanhamento da demanda
escolar que constitui o processo de cadastramento e matrícula de
alunos. O controle de freqüência,
também é fundamental a consolidação dos dados estatísticos
educacionais, considerados um dos parãmetros para a definição da
concessão dos benefícios referentes aos programas de transferência
de renda, sendo que a manutenção destes dados procura atender à
política de acesso e de permanência dos alunos na escola, conforme
determina o art. 206, inc. I, da Constituição
Federal.
Os programas de alimentação
também devem ser controlados técnica e administrativamente pela
Diretora Escolar para que sejam garantidas a qualidade e quantidade
adequada dos alimentos ofertados procurando, desta forma, estimular
os alunos quanto à adoção de hábitos alimentares
saudáveis.
Além destas
atribuições o Diretor Escolar deve gerir os recursos humanos e os
financeiros recebidos pela unidade educacional, juntamente com as
instituições auxiliares em consonância com as determinações legais.
É de sua competência ainda, o planejamento de estratégias que
possibilitam a construção de relações de cooperação que favoreçam a
formação de parcerias, visando atender às reivindicações da
comunidade local, em consonância com os propósitos pedagógicos da
unidade educacional, favorecendo a viabilização de projetos
educacionais propostos pelos segmentos da unidade ou pela
comunidade local, à luz do Projeto Pedagógico, procurando efetivar
a participação da comunidade educativa na tomada de decisões, com
vistas na melhoria da aprendizagem dos alunos e das condições
necessárias para o trabalho do professor. O acompanhamento e
avaliação da execução do Projeto Pedagógico em conjunto com a
comunidade educativa e o Conselho de Escola, promove a análise dos
resultados das avaliações internas e externas da aprendizagem dos
alunos estabelecendo conexões com a elaboração do
PP.
O estabelecimento
de diretrizes para o desenvolvimento das ações de formação
continuada, bem como a introdução das inovações tecnológicas nos
procedimentos administrativos e pedagógicos buscando sempre
alternativas para a solução dos problemas desta espécie, permitem
um acompanhamento mais eficaz quanto aos impactos nas práticas
cotidianas da unidade educacional, com especial atenção às práticas
docentes.
Ao encabeçar
cada uma dessas ações, procurando a integração entre todas as
dimensões, a Diretora Escolar desta U.E., demonstrou ao aluno
estagiário como é possível garantir o funcionamento orgânico do
sistema, caracterizando assim, uma gestão integradora e
democrática, organizada de maneira competente e adequada aos fins a
que se destina e à clientela que dela necessita, tal qual
propõe a autora Elisa da Silva Gomes Oliveira, no livro Gestão
Educacional: Direção, Coordenação e Supervisão, pág.
12.
2.1 Do Projeto Político
Pedagógico
O Projeto
Político Pedagógico é um documento que define propósitos educativos
e o estabelecimento de metas, conforme as prioridades da escola no
sentido de promover a aprendizagem através do trabalho em grupo,
contemplando as diferenças de interesses, de tempos, sanando
curiosidades e dúvidas, permitindo que áreas distintas atuem em um
mesmo projeto, coordenando diversos conhecimentos sobre os mesmos
fatos, acontecimentos, situações, problemas e soluções. Ele é
“político” no sentido de compromisso com a formação do
cidadão para um tipo de sociedade (André, p. 189) e
“pedagógico” porque possibilita a efetivação da
intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão
participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Essa
última é a dimensão que trata de definir as ações educativas da
escola, visando a efetivação de seus propósitos e sua
intencionalidade (Veiga, p. 12).
Assim sendo, a
"dimensão política se cumpre na medida em que ela se realiza
enquanto prática especificamente pedagógica" (Saviani, cit por
Veiga, 2001, p. 13).
“O projeto pedagógico representa a oportunidade de
a direção, a coordenação pedagógica, os professores e a comunidade,
tomarem sua escola nas mãos, definir seu papel estratégico na
educação das crianças e jovens, organizar suas ações, visando a
atingir os objetivos que se propõem. É o ordenador, o norteador da
vida escolar”:
J. C. Libâneo.
Tendo em vista
tais considerações, o aluno estagiário observou a complexidade das
características básicas do projeto tais como, a caracterização da
unidade, as concepções que orientam o trabalho da equipe escolar,
os compromissos da escola com a comunidade e com a qualidade das
experiências oferecidas às crianças, procurando reforçar os deveres
dos responsáveis pelo aluno.
Como todo projeto,
foram destacados os objetivos da unidade escolar, as propostas de
ações conjuntas para o alcance das metas, as atribuições da dupla
gestora, a descrição dos recursos materiais, além do plano de
trabalho da equipe escolar. A inclusão e a avaliação também estão
relacionadas no projeto, bem como os nomes de todos os integrantes
da equipe técnico-pedagógica. Dentre as características do
documento, o aluno estagiário considerou importante destacar a
análise do Projeto Pedagógico da unidade escolar, a partir do
trabalho do Coordenador Pedagógico, responsável
pela coordenação, elaboração, implementação e avaliação do Projeto
Pedagógico da Unidade Educacional, mediante os desafios do
cotidiano escolar, as modalidades e turnos em funcionamento,
visando à melhoria da qualidade da educação, em consonância com as
diretrizes educacionais do município, permeando por todo o coletivo
envolvido nessa construção.
Estão relacionados no Projeto
Pedagógico desta unidade escolar, dentre outras metas: a promoção
da integração da comunidade educativa, a re-significação da
importância do papel do professor na vida social do aluno, a
capacitação dos professores para melhor favorecer a aprendizagem
dos alunos, a inclusão dos saberes das famílias e a promoção doa
informação e do envolvimento com as famílias. É possível verificar
que a U.E esta sempre promovendo ações que propiciam a integração
proposta, a partir das reuniões que ocorrem em diferentes momentos
e situações.
Sobre a
coordenação, a elaboração e implementação dos Planos de Ensino dos
professores, garantindo a consonância com as diretrizes
curriculares da SME, durante o horário de formação
docente, o coordenador pedagógico promove ações e organiza
o produto da reflexão dos professores, do planejamento, dos planos
de ensino e da avaliação da prática e dos impactos da formação
continuada na Equipe Docente e, por conseguinte no desenvolvimento
dos alunos.
É notável tal
contribuição destes encontros, quando se observam as modificações
nas relações do próprio grupo, bem como na organização do trabalho
pedagógico que resulta na direção e organização de situações de
aprendizagem, a exemplo dos excelentes projetos coletivos sobre
reciclagem, alimentação e musicalização, idealizados e
desenvolvidos recentemente pela equipe docente, que propiciaram o
desenvolvimento de atividades relacionadas à
musicalização demonstrando a influência da música no
comportamento infantil, trabalhoa sobre meio ambiente, além das
atividades voltadas à adoção de hábitos alimentares saudáveis,
incentivando às boas maneiras. Na prática, esses projetos
estimularam a aprendizagem das crianças por meio de atividades
livres ou dirigidas, promovendo uma verdadeira revolução que se
refletiu até mesmo no ambiente familiar, posto que varios pais,
encantados com os resultados, fizeram essa devolutiva para a
escola, elogiando o trabalho das professoras.
Isso demonstra
que a habilidade e competência dessas professoras envolveram não só
a equipe docente e os alunos, bem como todos os atores
institucionais que, em conjunto com a comunidade escolar, por meio
de uma construção coletiva, alcançaram o objetivo proposto,
caracterizando uma ação integradora.
A organização e o
registro pontual dessas atividades efetuado por este grupo docente,
garante o acompanhamento da progressão das aprendizagens,
conforme sugere o sociólogo suíço Philippe Perrenoud, em seu
livro “10 Novas Competências para Ensinar (Ed. Artmed);
Ensinar: Agir na Urgência, Decidir na
Incerteza”.
Esta ação é
extremamente importante e demonstra o grau de competência
desta equipe docente.
3.1 Do Regimento
Escolar
(...) O Regimento escolar é um
instrumento legal que formaliza e reconhece as relações dos
sujeitos envolvidos no processo educativo. Contém um conjunto de
normas e definições de papéis, devendo ser um documento claro, de
fácil entendimento para a comunidade, traduzindo as construções e
os avanços nela produzidos. Como documento administrativo e
normativo, o Regimento Escolar fundamenta-se nos propósitos,
princípios e diretrizes definidos no Projeto Pedagógico da escola,
na legislação geral do país e, mais especificamente, na legislação
educacional. Por ter caráter de documento legal, sua vigência (ou
modificação) só passa a valer a partir do primeiro dia do ano
seguinte à sua elaboração ou
modificação.
A modificação do
Regimento Escolar deve obedecer às mesmas normas que a modificação
da legislação comum, sendo necessário observar expressamente o que
foi substituído, suprimido ou acrescido.¹
¹http://educacao.jaraguadosul.com.br/modules/mastop_publish/?tac=Regimento_Escolar
Mediante esta
definição, o aluno estagiário analisou o Regimento Escolar que, por
ocasião própria, foi analisado pela equipe técnico-pedagógica da
Unidade Escolar e devidamente autorizado pela Diretora Regional de
Ensino de Guaianases. Nesta análise, o aluno identificou ainda os
elementos básicos da composição didática, pedagógica,
administrativa e disciplinar, tais como: identificação e
caracterização da unidade escolar, objetivos gerais e específicos
da educação escolar, características da gestão administrativa e
normas de convivência, processo de avaliação; organização e
desenvolvimento do ensino, organização da vida escolar, além das
disposições gerais e transitórias e de aspectos integradores, da
natureza dos fins e dos objetivos do documento, elaborado e
estruturado detalhadamente, conforme as diretrizes para a
elaboração do Regimento Escolar dos Estabelecimentos de Educação Infantil e do Ensino Fundamental e Médio
vinculados ao Sistema de Ensino do Município de São Paulo, indicado
pelo CME nº 04/97, - Aprovada em 27/11/97, de acordo com as
orientações estabelecidas no portal da Prefeitura de São
Paulo:
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/indicacao4_97_1251402213.doc
4.1 Projeto de Ação da
Supervisão de Ensino
O Supervisor Educacional, ou
Supervisor Escolar tem como objetivo de trabalho, articular crítica
e construtivamente o processo educacional, mediar as políticas
educacionais e as propostas pedagógicas desenvolvidas em cada
Instituição, motivando a discussão coletiva da Comunidade Escolar
acerca da inovação da prática educativa a fim de garantir o
ingresso, a permanência e o sucesso dos alunos, através de
currículos que atendam às reais necessidades da clientela escolar,
atuando no âmbito dos sistemas educacionais Federal, Estadual e
Municipal, em seus diferentes níveis e modalidades de ensino e em
instituições públicas e privadas.
4.2 Do Projeto de
Ação
O Projeto de ação
assegura diretrizes e procedimentos que garantem os princípios e
objetivos da educação escolar, estabelecidos constitucional e
politicamente. O Supervisor Escolar é o mediador que permite a
comunicação entre os órgãos da administração superior do sistema e
os estabelecimentos de ensino que o integram, devendo participar,
junto à Diretoria Regional de Ensino, da definição de Políticas
Educacionais referentes à Educação Básica e Profissional. Mediante
averiguações preliminares, o Supervisor Escolar passa a assessorar,
acompanhar, orientar e avaliar os processos educacionais
implantados nas escolas. Essa avaliação permite informar os órgãos
centrais sobre as condições de funcionamento e demandas da unidade
escolar, bem como os efeitos da implantação de políticas
educacionais, a realização de estudos e pesquisas, o fortalecimento
da autonomia escolar e da troca de experiências, aprendendo e
ensinando, formulando propostas para a melhoria do processo
ensino-aprendizagem, por meio dos programas de educação
continuada, além do incentivo ao trabalho coletivo e a atitude
participativa. Estas ações integradoras facilitam a construção do
Plano de Trabalho da Diretoria de Ensino, principalmente, do
departamento responsável pelos trabalhos de orientação
pedagógica.
Neste sentido, o
aluno estagiário acompanhou uma visita de ação supervisora nas
dependências da Unidade Escolar em questão e depois analisou cada
um dos itens relacionados no Termo de Visita elaborado pela
supervisora de Ensino, a Sra. Carla C. L.
Sepúlveda, relacionando estes itens aos elementos
característicos da Gestão Integradora.
No documento,
constam informações sobre a identificação da Unidade, as condições
de funcionamento do estabelecimento de ensino, bem como orientações
e solicitações gerais sobre prazos e critérios para elaboração e
despachos de processos e documentos, orientações sobre a
organização de Livros oficiais, calendário escolar, atualização de
sistemas, controle de freqüência de alunos e de funcionários,
preenchimento de formulários, eleição do Conselho de Escola,
recadastramento, merenda escolar, elaboração do Plano de Metas e
desenvolvimento dos protocolos de cuidado e atendimento aos
alunos.
Constam ainda
deste termo, instruções sobre o Planejamento de Ações de Apoio,
acompanhamento e registro das atividades desenvolvidas nos
diferentes ambientes da Unidade, atividades sobre o PEA, cantinhos
de Leitura, Projetos Comunitários e do Projeto Pedagógico, cuja
elaboração e redimensionamento deverá acontecer de acordo com as
expectativas da comunidade escolar, apontadas na avaliação da
unidade/ 2010 e discussões realizadas no período de organização da
U.E. referentes a prioridades para 2011.
O aluno
estagiário observou ainda, a ênfase dada ao Plano de Trabalho dos
Gestores. Neste item, a Supervisora de Ensino, ressalta a
importância da reflexão sobre questões a serem contempladas no
desenvolvimento e acompanhamento do Projeto Pedagógico, tais como:
definição de momentos de encontro dos membros da equipe gestora
para planejamento e redimensionamento das ações; definição de
formas e/ ou instrumentos de acompanhamento das atividades
desenvolvidas nos diferentes ambientes da escola, análise dos
planos de trabalho dos demais profissionais envolvidos no processo
educativo, bem como a análise dos diferentes registros efetuados em
diários de classe, linha do tempo (horários), planejamentos
semanais/ mensais/ bimestrais, planilhas de acompanhamento de
freqüência e, por fim, o controle da entrada e saída dos
educandos, encerrando assim os registros no termo de
visita.
Todas as
orientações e ações promovidas pela Supervisora de Ensino
demonstraram sua preocupação quanto à integração entre as
diferentes dimensões da gestão, buscando acompanhar o funcionamento
da unidade educacional, em parceria com a comunidade educativa,
articulando as formas mais adequadas de aprimoramento do trabalho
pedagógico e a consolidação da identidade da
instituição.
4.1 Do Conselho de
Classe
Nesse período de
estágio, o aluno estagiário não contemplou nenhuma reunião de
Conselho de Classe, contudo, após realizar algumas pesquisas pôde
constatar que este é um dos vários mecanismos que possibilitam a
gestão democrática na instituição
escolar.
A gestão democrática esta
prevista na
LDB
9394/96 em seu artigo 14:Art. 14 e os sistemas de
ensino definirão as normas da gestão democrática do
ensino público na educação básica, de acordo com as suas
peculiaridades e conforme os seguintes princípios:
I –
participação dos profissionais da educação na elaboração do
projeto pedagógico da escola;
II –
participação das comunidades escolar e local em conselhos
escolares ou equivalentes. A finalidade primeira dos
conselhos de classe é diagnosticar problemas e apontar soluções
tanto em relação aos alunos e turmas, quanto aos
docentes.
O aluno
estagiário considerou pertinente acrescentar informações sobre o
Conselho de Escola, um colegiado, de natureza deliberativa e
consultiva, constituído por representantes de pais, professores,
alunos e funcionários. Sua função é atuar articuladamente com o
núcleo de direção, no processo de gestão pedagógica, administrativa
e financeira da escola. Para tal, o aluno verificou uma
ata de reunião do Conselho de Escola, constatando o caráter
deliberativo e consultivo do documento. Dentre as informações e os
assuntos que foram discutidos e aprovados pelo Conselho
destacam-se: verbas e recursos financeiros - discussão sobre
prioridades quanto à aprovação e aplicação das verbas e recursos
financeiros destinados à aquisição de equipamentos e materiais, bem
como para a realização dos serviços de manutenção e conservação
predial; segurança: solicitação frente à Diretoria Regional de
Ensino da possível contratação de profissionais para a execução de
serviços terceirizados, como por exemplo, o serviço de vigilância,
que na ocasião, contava apenas com um servidor público. Além destes
registros consta ainda do documento a Prestação de contas
relacionadas aos bens adquiridos.
A regulamentação
do Conselho de Escola está prevista na legislação:
- Artigo
95 da Lei Complementar 444/85; - Comunicado
SE, de 31/03/86; -Comunicado
SE, de 10/03/93.
NOTA:
Para saber mais sobre Conselho de Escola
acesse:
http://faq.edunet.sp.gov.br/faq.asp?pesq=1&intCodassun=1001&intClass=31&intAgrup=31
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
O aluno estagiário e
servidor da Rede Municipal de Ensino, lotado na mesma unidade
escolar em que desenvolveu seu trabalho, atua efetivamente junto à
equipe pedagógica auxiliando no desenvolvimento de várias
atividades e na organização da instituição de ensino como um todo.
O fato de integrar a equipe de profissionais desta unidade escolar
e de conhecer os trabalhos desenvolvidos nos diferentes setores,
facilitou bastante seus estudos.
DO VALOR
DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO
PROFISSIONAL
O aluno considera que o estágio
possibilita relacionar a teoria dos conceitos à sua aplicabilidade,
pois é a prática pedagógica, por meio de atividades de aprendizagem
social, profissional e cultural, adequados aos valores éticos,
que promovem aprendizagem através do exercício da reflexão crítica.
As pesquisas e os questionamentos aproximam o aluno das soluções
que ao serem alcançadas, em conjunto, nestas circunstâncias de
contato direto com situações reais permitem o reconhecimento da
formação da cidadania e da formação da consciência crítica, tendo
como co-responsável o
professor-educador.
SOBRE
PROPOSTAS E RECOMENDAÇÕESDE
MELHORIA
O Manual de Estágio foi muito
bem elaborado, apresentando os critérios de maneira clara e
objetiva, o que permitiu ao aluno concretizar o estágio com
sucesso, considerando, portanto, o material, em seus vários
aspectos, satisfatório.
AGRADECIMENTOS
O aluno
estagiário agradece a Diretora de Escola, Sra. Maria
Aparecida Moreira dos Santos que, mais uma vez, acompanhou
todo o processo que envolveu o desenvolvimento deste trabalho,
oferecendo prontamente, todo subsídio necessário para a efetivação
deste estágio. O aluno dirige ainda os sinceros agradecimentos a
todos os colaboradores da Instituição de Ensino Escolar o
“CEI Geraldo Magela
Peron”.
Não poderia deixar de
homenagear minhas queridas amigas que me apoiaram e me fortaleceram
no decorrer do curso. Sei que juntas formamos uma bela equipe e
aprendemos muito. Pois bem, o que falar
da Rosilda? com
seu jeito sério, determinado e atencioso me ensinou uma grande
lição: persistir sempre. A Verinha, tão carinhosa
e espontânea... Alcançou seus objetivos e abençoada por Deus, ao
encerrar o curso, deixou de ser simplesmente Vera, para se tornar
Pedagoga e Mamãe Vera. Que orgulho eu tenho desta menina! E a
Neide, ah! amiga, organizada, muito
esforçada, vencedora e minha queridíssima. belas histórias,
sonhos em comum, uma batalha e tanto e a recompensa:
Enfim, "Pedagogas" Obrigada
amigas!
Meus sinceros agradecimentos a todos os colaboradores da
Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), à Faculdade
Guaianás, à Carmelania Andrade e a todos os professores que em algum momento participaram do
meu processo de construção do conhecimento, sendo estes
últimos, os professores do IESDE (Inteligência Educacional e
Sistema de Ensino) e ao professor(a)
tutor(a).
Agradeço ainda à
Assistente de Direção, a Sra. Joelice do Carmo
Gonçalves e ao Diretor da Escola Municipal de
Educação Infantil EMEI Gianfederico Porta, o Sr.
Hélio Seixas Torres, que
contribuíram para a
minha decisão de seguir a carreira do Magistério, me incentivando
ao longo do curso. Quando em uma das suas falas, o Diretor de
Escola Helio S. Torres diz "O trabalho em uma escola de educação
infantil vai além da simples educação formal: ele extrapola para a
ação social" e que "O que a gente espera é que a criança incorpore
esses valores e os leve para casa", na verdade, sem saber, aos
poucos, ele estava despertando e incorporando em mim o desejo de
construir, de pesquisar e muito mais do que
ensinar, a disposição para aprender com as relações
sociais que se estabelecem por meio da
Educação.
Aos colaboradores desta escola que é para mim, um modelo
a ser seguido e local onde o meu compromisso com a Educação
começou, toda minha gratidão.
AGRADECIMENTOS
ESPECIAIS
Agradeço a
Deus por tudo e principalmente pelo entendimento.
“Amar a Deus sobre todas as coisas”,
este é o verdadeiro sentido da vida!
Agradeço
à toda minha família, minhas irmãs Raquel E. André
Poteet e Adriana R. André, que me
inspiraram a seguir esta profissão. Ao meu querido irmão
Márcio
Custódio, minha admiração tanto pelo profissionalismo,
quanto pelo caráter e determinação. Obrigada irmão amigo por me
estender a mão. À minha mãe, mulher corajosa, alegre, guerreira e
acima de tudo vencedora! Gloriosa! Esta sim é digna das páginas dos
livros didáticos de História. Obrigada mamãe por fazer de mim o que
sou.
Agradeço ao
meu melhor amigo, meu companheiro de todas as horas, meu amado
Marcelão. Tudo o que conquistamos até agora é quase nada diante do
mundo de possibilidades que nos espera! Avante!!!
Ao meu filho,
meu pequeno laboratório, minha Luz Divina, minha razão de viver.
Meu pinguinho de gente que hoje comemora comigo, mas que no início
do curso era quase um bebê! Obrigada meu filho, meu amado menino.
Eu amo vocês! Essa vitória é nossa!
Agora,
como forma
de agradecer ao Professor(a) Tutor(a) e Orientador(a) de
Estágio, a Sra. Deise Menezes Cupertino Fukuoka
que, brilhantemente tem acompanhado a turma ao longo destes três
anos, desempenhando seu trabalho com extrema habilidade,
competência e dedicação, um trabalho digno de honras e
reconhecimento, o aluno estagiário carinhosamente, presta um
depoimento que traduz toda a sua
gratidão:
“Esteja certa de que juntas, muitas coisas
aprendemos, não só com as tantas teorias que estudamos, mas
principalmente, com as incríveis histórias de vida que partilhamos.
O seu exemplo de prática pedagógica que agrega conhecimento e
afetividade, acolhendo o diferente, foi uma delas. E é esse exemplo
de retidão de caráter que eu quero carregar na lembrança por toda a
minha vida.
Já passei por tantas provações, já sofri muitas
transformações, mas essa, é pra lá de especial, porque se trata de
mais uma verdadeira transformação social nesta minha história de
vida. A história de uma aluna que sempre gostou muito de estudar,
mas que, por tantas vezes, viu seu sonho interrompido e, por alguns
instantes quase que desmoronar. Uma aluna que sonhava com a sua
primeira graduação, mas que naufragava por esta ou por outra razão.
Só que dessa vez, essa persistência deixou de ser uma tentativa,
para enfim, se tornar uma realidade. Uma grande vitória e a sra.
faz parte de tudo isso.
Eu poderia
ter escrito esse depoimento em uma outra época e, principalmente,
em um outro lugar, que não este, as últimas linhas de um relatório
de estágio. Mas os escolhi justamente, porque nem estes momentos
nem estas palavras representam um ponto final, mas sim, um
recomeço.
E com isso, eu só reafirmo que o acaso não existe, que o
conhecimento vale a pena e que estudar, jamais foi tão prazeroso
como agora, e eu sei, que dessa vez, quem fez a
grande diferença em nossas vidas, foi a Sra.” Obrigada
por tudo, minha querida e adorável professora
Deise!
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