TURMA 00224 UNICID - ENCERRAMENTO DO CURSO - LICENCIATURA EM PEDAGOGIA  (ACONTECEU) escrito em segunda 05 setembro 2011 20:12

 

É, chegamos ao fim do curso, mas vou logo adiantando que o blog continua. Sempre que possível, atualizarei o conteúdo, buscando a melhor forma de trocarmos informações a respeito do processo educativo. Portanto, continuem navegando.

E o que no início parecia uma incógnita, hoje ganhou ares de missão cumprida. Entre erros e acertos, reconstruímos nossos pensamentos e alcançamos nossos objetivos. Enquanto tentávamos absorver um turbilhão de informações em busca de uma transformação, o cenário mundial também se transformava. E num tempo breve para a história, mas longo para quem almeja concluir um curso de graduação, vários fatos históricos aconteceram.

Barack Obama foi eleito Presidente dos Estados Unidos, enquanto o "boom” no mercado imobiliário americano explodia, anunciando uma crise econômica e o inevitável efeito dominó, que sacudiria países ao redor do mundo.

Em nome do Poder, conflitos sanguinolentos também engrossaram o caldo da história. Disputas pelo petróleo, recursos minerais e  conflitos entre forças armadas, guerra do tráfico, corrupção, arbitrariedade e autoritarismo, dentre outras tantas, justificaram as muitas vidas que se perderam, a exemplo dos protestos recentes ocorridos na Tunísia, seguido por conflitos tais como o do "Fruto do Rio Nilo", que enfrentou dias de Fúria para derrubar o regime do presidente Hosni Mubarak, que permaneceu no poder por quase 30 anos, no Egito. Assim também aconteceu com a Líbia. Após anos de repressão, ditadura, corrupção e atroz violão dos direitos humanos, o povo se cansou e investiu contra o governo de Muammar al Kadhafi que, embora refugiado, mostra resistência em desistir do poder, sempre ele, "O Poder".

Questões étnicas, políticas, religiosas e sociais, que envolvem rebeldes e guerrilheiros, também continuaram motivando o narcotráfico, seqüestros, guerras civis e táticas terroristas.

Vitória para a ativista¹ Ingrid Betancourt, resgatada pelo Exército Colombiano, após ser mantida por anos em um cativeiro pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC)², derrota para Osama bin Laden.

Mas a história não se fez apenas de crises econômicas e conflitos terroristas. Desastres ambientais e uma natureza em fúria, também modificaram a geografia do planeta nestes tempos. Terremotos sacudiram várias regiões do mundo, varrendo milhares de pessoas no Haiti, Chile, Indonésia, Turquia, Itália, Japão, Filipinas, México e por aí vai. Tsunamis, deslizamentos, queimadas e desmatamentos também contribuíram para estas baixas, aterrorizando a humanidade.

No cenário artístico, também ocorreram grandes perdas. Sem dúvida, o maior ídolo Pop Mundial de todos os tempos,  foi uma delas. Aliás, de todos os artistas que eu gostava e que já se foram, Michael Jackson, foi o principal deles, fez história no mundo, na música e na minha vida. Cresci ouvindo Michael  e quando anunciaram sua morte, fiquei irremediavelmente triste por vários dias. Além de ser um gênio, ele era um cara bom que apenas sofreu com as injustiças da mídia e com os desajustes familiares. Só isso. No mais, ele era genial.

Amy Winehouse após cair na armadilha das drogas, sofreu uma profunda transformação física e mental interrompendo sua carreira de forma triste, solitária e silenciosa, deixando saudades aos seus milhões de fans.

Ainda bem que nem só de coisas tristes se faz história. Acontecimentos vitoriosos também ocorreram. Mineiros foram resgatados no Chile, ainda que às custas de muita politicagem e disputas à beira do buraco para ver de quem era o marido. Entre tapas e beijos, salvaram-se todos.

Revoluções no campo científico e tecnológico continuam a todo vapor. Para quem desacreditava existir água no planeta Marte, a NASA trouxe a resposta: existe! Bom pra Marte, nem tanto pra Plutão, que se já não bastasse ter deixado de ser um Planeta, passando a um “Planeta Anão³”, fora novamente rebaixado e agora é um Plutóide4, pode? Mas é claro que pode! Longe de ser humilhação ou prêmio de consolação, encaremos apenas como mais uma descoberta científica e, de mais a mais, Plutóide até que é simpático, vocês não acham?

Na medicina, a grande revolução parece estar mesmo relacionada à célula tronco5  retirada do embrião. Outra experiência que também promete é o genoma6 sintético.

No campo da tecnologia, cada vez mais, produtos evoluem a uma velocidade luz. Celulares, notebooks, tvs, enfim, todo tipo de  gadgets facilitam a vida das pessoas de forma utilitária e ergonômica. Tecnologia & Sociedade do Consumo, um casamento perfeito. O que ontem era uma revolução, hoje já é um lixo tecnológico e muita gente nem se deu cona deste ou daquele produto.

No Brasil, bom. Aí senta que lá vem história! A maioria você já conhece. Uma dívida externa estranhamente liquidada, uma derrota vergonhosa no futebol, um fank escandaloso que simplesmente tomou conta das ruas da cidade, uma presidenta eleita e, no mais, tudo continua daquele mesmo jeito que você bem sabe, mas disfarçado é claro por uma falsa máscara que, descaradamente, promoveu o povo à classe média, em sua grande maioria, mesmo com a saúde pedindo socorro, com o caos na Educação, com um Rio de Janeiro refém das balas e dos bueiros, com as drogas tomando conta dos jovens brasileiros, com uma cesta básica que, discretamente vai subindo, ao passo que o nível dos nossos representantes políticos vai descendo cada vez mais. 

Mas calma! A diversidade no Congresso garante uma boa pensão vitalícia além de muita diversão, é claro. Tem cantor, tem ator, tem jogador, tem até palhaço, o que vocês querem mais! Para quê pensar em voto consciente se existe o bolsa família pra melhorar a vida da gente? Deixa a corrupção correr solta. Enquanto um escândalo vai substituindo o outro, façamos de conta que corruptos são como o noticiário da TV: quando um fato novo cai na mídia e dá Ibope, pronto! Rapidamente, tudo o mais é esquecido. Uma verdadeira amnésia coletiva. Como diz o meu filho João Pedro, “impressionante!” E nesse embalo, numa lista que vai de A a Z, a corrupção segue sem adversários, porque precedentes...

Ah! Mais que bobagem! O povo não liga mesmo... O mais importante é que em 2016 as Olimpíadas serão no Rio, esse mesmo Rio aí que você está pensando, o Rio de todos os morros, inclusive o do  Bumba, o Rio das milícias e dos extermínios, inclusive de juízes, mas que dizem estar sendo solidariamente pacificado pelas unidades da polícia que desocuparam os morros e fizeram com que os traficantes desaparecessem, feito ilusionismo que entretém pessoas, criando ilusões, dando a impressão de que algo impossível realmente aconteceu. Só nos resta esperar pelo reaparecimento do formigueiro. Por enquanto, o que ouço é que está tudo sob controle, com bonde despencando e tudo, mas "sob controle".

Em 2014 o Brasil será o Anfitrião da Copa do Mundo. Pra que se preocupar com a falta de leitos nos hospitais, com as crianças que andam horas e horas para conseguir pegar uma condução para chegar à escola, com os flagelados das enchentes que estão vivendo em condições insalubres em barracas que mais parecem campos de concentração? Para quê buscar uma solução para a população refém de drogados, traficantes, assaltantes e assassinos espalhados pelas ruas da cidade? Estes últimos então, não têm nem com o que se preocupar, nada que uma boa fiança não resolva. Afinal, investir dinheiro nestes setores, não vale a pena! O melhor mesmo é pensar no “Itaquerão” e nos outros tantos estádios que deverão atender aos anseios dos tantos milhões de torcedores estrangeiros, porque o povão brasileiro mesmo, do portão não passará, pode apostar! Se bem que, do jeito que o futebol brasileiro anda ruim das pernas, é melhor nem fazer planos. Como diria Milton Leite, "Siga la pelota". O problema é que nem assim o povo se manifesta. Isso porque o futebol é uma paixão nacional, imaginem se não fosse. Aliás, se os brasileiros tivessem a força das torcidas organizadas e a união das paradas para reivindicarem seus direitos, talvez o Brasil fosse pra frente. 

E assim, chegamos a 2011, (...) enquanto o presidente Lula se curava milagrosamente da embriaguês do etanol, se encantando com a descoberta do pré-sal (Marco Bahé), assistíamos e continuamos assistindo pacificamente a uma verdadeiro dança da corrupção. A mesma corrupção que está provocando conflitos pelo mundo afora, assola o nosso Brasilzão do Oiapoque ao Chuí e o povo brasileiro não está nem aí. Sai governo, entra governo e a frase é uma só: "Eu me demito!" num tom de ok! ok! já roubei, e como! segue a dança da cadeira, porque eu dancei!

E foi assim que eu, na condição de sujeito histórico, acompanhei as transformações que aconteceram pelo mundo afora, participei ativamente na vida de algumas pessoas dando a minha contribuição, procurando rever meus próprios conceitos, modificando, pelo menos, a minha própria história de forma crítica, criativa e construtiva. Enquanto corria atrás de um sonho, cada vez mais, eu compreendi que a história é isso. Uma história que se constrói no tempo, com fatos e com pessoas assim como eu e você. Nas relações com o meio e com o outro, com uma sociedade e no mundo todo. Assim caminha a humanidade.

É claro que tudo isso é extremamente importante sim, mas o que eu quero mesmo dizer a vocês, fazendo uma alusão à música da banda "O Rappa", Pescador de Ilusões" é que quando os joelhos doem é sinal de que é preciso se levantar e fazer alguma coisa. Só rezar, não adianta, por maior que seja a sua fé. (..) É preciso não cair em tentação porque a sensação de prazer dura pouco. Há outras maneiras que também podem alimentar e tirar um pouco a sua fome, te deixando lúcido e capaz de argumentar. A isca pode ser maravilhosa, mas depois dela sempre vem o anzol que está em toda parte e a princípio é convidativo e de fácil acesso (trecho adaptado do site Análise de Letras). É preciso se cuidar para não se viciar, não se prostituir, não se corromper... O medo é necessário e prudente. Quem não tem medo de nada, corre sérios riscos. Mas ele tem que ser na medida certa para que quando precisares ser audacioso ele não te impeça de lutar. É preciso enfrentar os medos para enxergar os corais, até que você chegue à superfície e, finalmente, ao colocar a cabeça fora d’água perceba que você pode experimentar todo o esplendor que estava encoberto, todas as possibilidades de uma vida que se renova a cada dia, sem que você se prenda a coisa alguma, sem que nada nem ninguém determine o seu destino, porque a forma como você conduz a sua vida é o que determinará sua liberdade de escolhas.  E foram as escolhas que fiz que resultaram nesse meu novo modo de existir: uma pedagoga que se orgulha por mais essa conquista.

Aos meus seguidores todo o meu carinho e agradecimento e à nossa turma, boa sorte e pé na estrada!!!!

Nota:

¹Ativista:Pessoa que exerce uma atividade política ou humanitário com grande empenho. Militante.

 ²As FARC: Entenda melhor o que são as FARC acessando:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,entenda-o-que-sao-as-farc,98686,0.htm

³Planeta anão: corpo celeste muito semelhante a um planeta (porém menor), dado que orbita em volta do Sol e possui gravidade suficiente para assumir uma forma com equilíbrio hidrostático (aproximadamente esférica), porém não possui uma órbita desimpedida.

4 Plutóide: corpos que orbitam o Sol além de Netuno. Precisam ter forma esférica e não podem ter varrido outros corpos menores de suas órbitas.

As células-tronco, células-mães ou células-estaminais são células que possuem a melhor capacidade de se dividir dando origem a células semelhantes às progenitoras.

6 Genoma: informação hereditária de um organismo que está codificada em seu DNA.

CITAÇÃO:

http://acertodecontas.blog.br/politica/ola-pre-sal-adeus-etanol/

Site: http://analisedeletras.com.br/

 

Luciene Heloísa André/ UNICID/ LEMBRETE PEDAGÓGICO

Agradecimentos:

Professora Deise Menezes Cupertino Fukuoka

A todos os professores do IESDE (Inteligência Educacional e Sistema de Ensino).

Aos amigos e familiares

Às Instituições de Ensino

Universidade Cidade de São Paulo

(Todos os colaboradores)

Inteligência Educacional e Sistemas de Ensino (IESDE)

(Todos os colaboradores)

Faculdade Guaianás

(Dr. Osvair Lima de Castro)

Às escolas

EMEF Prof. Antônio D'Ávilla

(Todos os colaboradores)

EMEI Prof. Gianfederico Porta

(Todos os colaboradores)

CEI Geraldo Magela Peron

(Todos os colaboradores)

permalink

ESTÁGIO III - GESTÃO INTEGRADORA: DIREÇÃO, COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA E SUPERVISÃO DE ENSINO  (ESTÁGIO) escrito em terça 23 agosto 2011 10:32


Blog de pedagogiaunicidiesdeguaianas : LEMBRETE PEDAGÓGICO - UNICID, ESTÁGIO III - GESTÃO INTEGRADORA: DIREÇÃO, COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA E SUPERVISÃO DE ENSINO

 


 

ALUNO: LUCIENE HELOÍSA ANDRÉ 

TUTOR: PROFª DEISE MENEZES CUPERTINO FUKUOKA

TURMA: 00224 - LICENCIATURA EM PEDAGOGIA           UNICID SP

ESTÁGIO III - GESTÃO INTEGRADORA:

DIREÇÃO E COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA E SUPERVISÃO DE ENSINO 


LOCAL DO ESTÁGIO: CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL GERALDO MAGELA PERON

ENDEREÇO: RUA SAMOÚNA, 216 – CEP: 08460-230 – GUAIANASES -

FONE: 2557-9956 - CEP: 08460-230 - SÃO PAULO

Em cumprimento das Leis que regem os estágios curriculares:

-Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional;

-Resolução CNE/CP.2, de 19 de fevereiro de 2002 – institui a duração e a carga horária dos cursos de Licenciatura de Educação Plena de Formação de Professores de Educação Básica em nível superior.

-Resolução CNE/CP. Nº 1, de 15 de maio de 2006 – institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Pedagogia Licenciatura.

 

DESCRIÇÃO

Durante o período compreendido entre os dias 01/06/2011 e 07/07 de 2011, foi realizado o Estágio III – Gestão Integradora: Direção, Coordenação Pedagógica e Supervisão Escolar, cuja carga horária totalizou 100 horas, divididas em 4 horas diárias, sob supervisão da Diretora Maria Aparecida Moreira dos Santos, em conformidade com a organização curricular do curso de Pedagogia da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), que tem em sua matriz curricular a obrigatoriedade de 100 horas para este campo de atuação.


INTRODUÇÃO

O presente relatório tem como objetivo, contribuir para a reflexão e incorporação de uma prática pedagógica, com fundamentação teórica, promovendo o desenvolvimento e amadurecimento das idéias que visam à formação de futuros Gestores, Coordenadores e Supervisores de Ensino, preparados para desempenhar suas funções a partir de uma ação integrada e contextualizada, dentro de uma visão atual de Gestão Integradora, que parte do princípio de que os “atores institucionais” da escola (ou seja, toda a comunidade escolar), com diferentes graus de complexidade e responsabilidade, devem desempenhar o conjunto de suas funções, considerando cada área de atuação um meio de fazer a escola cumprir seus objetivos e não um fim em si mesma. (Prof. Mário Aquino, da FGV).

Para ilustrar como ocorre essa integração, o aluno estagiário indica uma animação elaborada pela Revista Gestão Escolar/ Nova Escola (Anexo), um surpreendente material que traz casos reais e mostram como as diferentes áreas da gestão se interligam. Vale a pena conferir:

http://revistaescola.abril.com.br/swf/animacoes/exibi-animacao.shtml?gestao-integradora.swf

 


Nesta perspectiva e em conformidade com os parâmetros estabelecidos no Manual de Estágio Curricular – UNICID, o aluno estagiário desenvolveu seu trabalho analisando a formação e atuação da equipe técnico-pedagógica da escola, procurando abranger atividades que compreendessem análise, observação e participação, examinando principalmente, se há uma integração entre as diferentes dimensões dessa gestão, a saber:

1.      Formação e atuação da equipe técnico-pedagógica;

2.      Projeto Político Pedagógico;

3.      Regimento Escolar;

4.      Projeto de Ação da Supervisão de Ensino;

5.      Conselho de Classe;

6.      Entrevistas (Caderno de Atividades Complementares).


1.1  Da formação e atuação da equipe técnico-pedagógica

 A Equipe técnico-pedagógica composta pelo Diretor Escolar, pelo Supervisor Educacional e pelo Coordenador Pedagógico é responsável, acima de tudo, pelo ensino e aprendizagem dos educandos, afinal, esta é a verdadeira razão de ser da escola. Raphael (2003, p. 20)..

Uma das principais atribuições da equipe diretiva é a elaboração, implementação e o acompanhamento do Projeo Político Pedagógico, norteador dos caminhos e rumos que uma determinada comunidade busca para si e para aqueles que se agregam em seu entorno. Por isso, a importância da participação da comunidade, conforme estabelece o Art. 12 da LDB. Além do Projeto Pedagógico, a escola deve gerir seu pessoal, bem como os recursos materiais e financeiros.

A equipe técnico-pedagógica conta ainda com os Auxiliares Técnicos de Educação, que numa ação conjunta, promovem a gestão do tempo, do espaço, dos materiais e das interações.  

Todos os esforços desta equipe devem se voltar, sobretudo, ao alcance de metas, após definição dos critérios e planejamento de atividades, além do estabelecimento de prioridades para o trabalho educativo, a partir da criação de situações que possibilitam conquistas e avanços na aprendizagem das crianças, bem como, estimular a integração da comunidade educativa,  com a finalidade de reafirmar a importância e o compromisso com a valorização cultural das famílias, evidenciando o trabalho pedagógico.

Importante ressaltar que a escola pública faz parte de um sistema maior e que "o fato de pertencer a uma rede exige que ela se adapte às políticas públicas”, portanto, é papel do Diretor conhecer os princípios que norteiam a orientação educacional, uma vez que os atos pedagógicos e os atos administrativos de uma escola estão estreitamente ligados. As ações pedagógicas e as ações administrativas devem funcionar de forma harmônica, tendo em vista que o diretor está exercendo funções administrativas em virtude das ações pedagógicas.


 

 

Mediante esse contexto, o aluno estagiário integrante da equipe-técnico-pedagógica desta Unidade Escolar e participante ativo das ações supra mencionadas, seja em serviços administrativos, quando atua na secretaria da escola, apoiando a dupla gestora, seja em momentos de situação-aula, quando dos serviços de inspetoria, constatou que a Diretora de Escola Maria Aparecida Moreira dos Santos, coordena o processo de implementação e adequação das diretrizes da Política Educacional da Secretaria Municipal de Educação procurando ajustá-lo às especificidades da unidade, elaborando e indicando metas para o plano de trabalho e acompanhando a avaliação dos resultados e impactos da gestão.

O planejamento, a coordenação e execução das ações da secretaria da escola, cuidando para que os documentos tanto dos alunos, quanto dos servidores, mantenham-se organizados e atualizados, assegurando, sobretudo, o mais perfeito e regular desenvolvimento dos trabalhos administrativos, dentro dos prazos estabelecidos, são de sua responsabilidade, como por exemplo, o zelo e a atualização da vida funcional do servidor, bem como o acompanhamento da demanda escolar que constitui o processo de cadastramento e matrícula de alunos. O controle de freqüência, também é fundamental a consolidação dos dados estatísticos educacionais, considerados um dos parãmetros para a definição da concessão dos benefícios referentes aos programas de transferência de renda, sendo que a manutenção destes dados procura atender à política de acesso e de permanência dos alunos na escola, conforme determina o art. 206, inc. I, da Constituição Federal.

Os programas de alimentação também devem ser controlados técnica e administrativamente pela Diretora Escolar para que sejam garantidas a qualidade e quantidade adequada dos alimentos ofertados procurando, desta forma, estimular os alunos quanto à adoção de hábitos alimentares saudáveis.

Além destas atribuições o Diretor Escolar deve gerir os recursos humanos e os financeiros recebidos pela unidade educacional, juntamente com as instituições auxiliares em consonância com as determinações legais. É de sua competência ainda, o planejamento de estratégias que possibilitam a construção de relações de cooperação que favoreçam a formação de parcerias, visando atender às reivindicações da comunidade local, em consonância com os propósitos pedagógicos da unidade educacional, favorecendo a viabilização de projetos educacionais propostos pelos segmentos da unidade ou pela comunidade local, à luz do Projeto Pedagógico, procurando efetivar a participação da comunidade educativa na tomada de decisões, com vistas na melhoria da aprendizagem dos alunos e das condições necessárias para o trabalho do professor. O acompanhamento e avaliação da execução do Projeto Pedagógico em conjunto com a comunidade educativa e o Conselho de Escola, promove a análise dos resultados das avaliações internas e externas da aprendizagem dos alunos estabelecendo conexões com a elaboração do PP.

O estabelecimento de diretrizes para o desenvolvimento das ações de formação continuada, bem como a introdução das inovações tecnológicas nos procedimentos administrativos e pedagógicos buscando sempre alternativas para a solução dos problemas desta espécie, permitem um acompanhamento mais eficaz quanto aos impactos nas práticas cotidianas da unidade educacional, com especial atenção às práticas docentes.

Ao encabeçar cada uma dessas ações, procurando a integração entre todas as dimensões, a Diretora Escolar desta U.E., demonstrou ao aluno estagiário como é possível garantir o funcionamento orgânico do sistema, caracterizando assim, uma gestão integradora e democrática, organizada de maneira competente e adequada aos fins a que se destina e à clientela que dela necessita, tal qual propõe a autora Elisa da Silva Gomes Oliveira, no livro Gestão Educacional: Direção, Coordenação e Supervisão, pág. 12.

 


 

2.1 Do Projeto Político Pedagógico

O Projeto Político Pedagógico é um documento que define propósitos educativos e o estabelecimento de metas, conforme as prioridades da escola no sentido de promover a aprendizagem através do trabalho em grupo, contemplando as diferenças de interesses, de tempos, sanando curiosidades e dúvidas, permitindo que áreas distintas atuem em um mesmo projeto, coordenando diversos conhecimentos sobre os mesmos fatos, acontecimentos, situações, problemas e soluções. Ele é “político” no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade (André, p. 189) e “pedagógico” porque possibilita a efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Essa última é a dimensão que trata de definir as ações educativas da escola, visando a efetivação de seus propósitos e sua intencionalidade (Veiga, p. 12).

Assim sendo, a "dimensão política se cumpre na medida em que ela se realiza enquanto prática especificamente pedagógica" (Saviani, cit por Veiga, 2001, p. 13).

“O projeto pedagógico representa a oportunidade de a direção, a coordenação pedagógica, os professores e a comunidade, tomarem sua escola nas mãos, definir seu papel estratégico na educação das crianças e jovens, organizar suas ações, visando a atingir os objetivos que se propõem. É o ordenador, o norteador da vida escolar”: J. C. Libâneo.

Tendo em vista tais considerações, o aluno estagiário observou a complexidade das características básicas do projeto tais como, a caracterização da unidade, as concepções que orientam o trabalho da equipe escolar, os compromissos da escola com a comunidade e com a qualidade das experiências oferecidas às crianças, procurando reforçar os deveres dos responsáveis pelo aluno.

Como todo projeto, foram destacados os objetivos da unidade escolar, as propostas de ações conjuntas para o alcance das metas, as atribuições da dupla gestora, a descrição dos recursos materiais, além do plano de trabalho da equipe escolar. A inclusão e a avaliação também estão relacionadas no projeto, bem como os nomes de todos os integrantes da equipe técnico-pedagógica. Dentre as características do documento, o aluno estagiário considerou importante destacar a análise do Projeto Pedagógico da unidade escolar, a partir do trabalho do Coordenador Pedagógico, responsável pela coordenação, elaboração, implementação e avaliação do Projeto Pedagógico da Unidade Educacional, mediante os desafios do cotidiano escolar, as modalidades e turnos em funcionamento, visando à melhoria da qualidade da educação, em consonância com as diretrizes educacionais do município, permeando por todo o coletivo envolvido nessa construção.  

 

Estão relacionados no Projeto Pedagógico desta unidade escolar, dentre outras metas: a promoção da integração da comunidade educativa, a re-significação da importância do papel do professor na vida social do aluno, a capacitação dos professores para melhor favorecer a aprendizagem dos alunos, a inclusão dos saberes das famílias e a promoção doa informação e do envolvimento com as famílias. É possível verificar que a U.E esta sempre promovendo ações que propiciam a integração proposta, a partir das reuniões que ocorrem em diferentes momentos e situações.

Sobre a coordenação, a elaboração e implementação dos Planos de Ensino dos professores, garantindo a consonância com as diretrizes curriculares da SME, durante o horário de formação docente, o coordenador pedagógico promove ações e organiza o produto da reflexão dos professores, do planejamento, dos planos de ensino e da avaliação da prática e dos impactos da formação continuada na Equipe Docente e, por conseguinte no desenvolvimento dos alunos.

É notável tal contribuição destes encontros, quando se observam as modificações nas relações do próprio grupo, bem como na organização do trabalho pedagógico que resulta na direção e organização de situações de aprendizagem, a exemplo dos excelentes projetos coletivos sobre reciclagem, alimentação e musicalização, idealizados e desenvolvidos recentemente pela equipe docente, que propiciaram o desenvolvimento de atividades relacionadas à musicalização demonstrando a influência da música no comportamento infantil, trabalhoa sobre meio ambiente, além das atividades voltadas à adoção de hábitos alimentares saudáveis, incentivando às boas maneiras. Na prática, esses projetos estimularam a aprendizagem das crianças por meio de atividades livres ou dirigidas, promovendo uma verdadeira revolução que se refletiu até mesmo no ambiente familiar, posto que varios pais, encantados com os resultados, fizeram essa devolutiva para a escola, elogiando o trabalho das professoras.

Isso demonstra que a habilidade e competência dessas professoras envolveram não só a equipe docente e os alunos, bem como todos os atores institucionais que, em conjunto com a comunidade escolar, por meio de uma construção coletiva, alcançaram o objetivo proposto, caracterizando uma ação integradora.

A organização e o registro pontual dessas atividades efetuado por este grupo docente, garante o acompanhamento da progressão das aprendizagens, conforme sugere o sociólogo suíço Philippe Perrenoud, em seu livro “10 Novas Competências para Ensinar (Ed. Artmed); Ensinar: Agir na Urgência, Decidir na Incerteza”.

Esta ação é extremamente importante e demonstra o grau de competência desta equipe docente.

 


 

3.1 Do Regimento Escolar

(...) O Regimento escolar é um instrumento legal que formaliza e reconhece as relações dos sujeitos envolvidos no processo educativo. Contém um conjunto de normas e definições de papéis, devendo ser um documento claro, de fácil entendimento para a comunidade, traduzindo as construções e os avanços nela produzidos. Como documento administrativo e normativo, o Regimento Escolar fundamenta-se nos propósitos, princípios e diretrizes definidos no Projeto Pedagógico da escola, na legislação geral do país e, mais especificamente, na legislação educacional. Por ter caráter de documento legal, sua vigência (ou modificação) só passa a valer a partir do primeiro dia do ano seguinte à sua elaboração ou modificação.

A modificação do Regimento Escolar deve obedecer às mesmas normas que a modificação da legislação comum, sendo necessário observar expressamente o que foi substituído, suprimido ou acrescido.¹

¹http://educacao.jaraguadosul.com.br/modules/mastop_publish/?tac=Regimento_Escolar

Mediante esta definição, o aluno estagiário analisou o Regimento Escolar que, por ocasião própria, foi analisado pela equipe técnico-pedagógica da Unidade Escolar e devidamente autorizado pela Diretora Regional de Ensino de Guaianases. Nesta análise, o aluno identificou ainda os elementos básicos da composição didática, pedagógica, administrativa e disciplinar, tais como: identificação e caracterização da unidade escolar, objetivos gerais e específicos da educação escolar, características da gestão administrativa e normas de convivência, processo de avaliação; organização e desenvolvimento do ensino, organização da vida escolar, além das disposições gerais e transitórias e de aspectos integradores, da natureza dos fins e dos objetivos do documento, elaborado e estruturado detalhadamente, conforme as diretrizes para a elaboração do Regimento Escolar  dos  Estabelecimentos   de  Educação  Infantil  e do Ensino Fundamental e Médio vinculados ao Sistema de Ensino do Município de São Paulo, indicado pelo CME nº 04/97, - Aprovada em 27/11/97, de acordo com as orientações estabelecidas no portal da Prefeitura de São Paulo: 

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/indicacao4_97_1251402213.doc


 

4.1 Projeto de Ação da Supervisão de Ensino

O Supervisor Educacional, ou Supervisor Escolar tem como objetivo de trabalho, articular crítica e construtivamente o processo educacional, mediar as políticas educacionais e as propostas pedagógicas desenvolvidas em cada Instituição, motivando a discussão coletiva da Comunidade Escolar acerca da inovação da prática educativa a fim de garantir o ingresso, a permanência e o sucesso dos alunos, através de currículos que atendam às reais necessidades da clientela escolar, atuando no âmbito dos sistemas educacionais Federal, Estadual e Municipal, em seus diferentes níveis e modalidades de ensino e em instituições públicas e privadas.


 

4.2 Do Projeto de Ação

O Projeto de ação assegura diretrizes e procedimentos que garantem os princípios e objetivos da educação escolar, estabelecidos constitucional e politicamente. O Supervisor Escolar é o mediador que permite a comunicação entre os órgãos da administração superior do sistema e os estabelecimentos de ensino que o integram, devendo participar, junto à Diretoria Regional de Ensino, da definição de Políticas Educacionais referentes à Educação Básica e Profissional. Mediante averiguações preliminares, o Supervisor Escolar passa a assessorar, acompanhar, orientar e avaliar os processos educacionais implantados nas escolas. Essa avaliação permite informar os órgãos centrais sobre as condições de funcionamento e demandas da unidade escolar, bem como os efeitos da implantação de políticas educacionais, a realização de estudos e pesquisas, o fortalecimento da autonomia escolar e da troca de experiências, aprendendo e ensinando, formulando propostas para a melhoria do processo ensino-aprendizagem, por meio dos programas de educação continuada, além do incentivo ao trabalho coletivo e a atitude participativa. Estas ações integradoras facilitam a construção do Plano de Trabalho da Diretoria de Ensino, principalmente, do departamento responsável pelos trabalhos de orientação pedagógica.

Neste sentido, o aluno estagiário acompanhou uma visita de ação supervisora nas dependências da Unidade Escolar em questão e depois analisou cada um dos itens relacionados no Termo de Visita elaborado pela supervisora de Ensino, a Sra. Carla C. L. Sepúlveda, relacionando estes itens aos elementos característicos da Gestão Integradora. 

No documento, constam informações sobre a identificação da Unidade, as condições de funcionamento do estabelecimento de ensino, bem como orientações e solicitações gerais sobre prazos e critérios para elaboração e despachos de processos e documentos, orientações sobre a organização de Livros oficiais, calendário escolar, atualização de sistemas, controle de freqüência de alunos e de funcionários, preenchimento de formulários, eleição do Conselho de Escola, recadastramento, merenda escolar, elaboração do Plano de Metas e desenvolvimento dos protocolos de cuidado e atendimento aos alunos.

Constam ainda deste termo, instruções sobre o Planejamento de Ações de Apoio, acompanhamento e registro das atividades desenvolvidas nos diferentes ambientes da Unidade, atividades sobre o PEA, cantinhos de Leitura, Projetos Comunitários e do Projeto Pedagógico, cuja elaboração e redimensionamento deverá acontecer de acordo com as expectativas da comunidade escolar, apontadas na avaliação da unidade/ 2010 e discussões realizadas no período de organização da U.E. referentes a prioridades para 2011.  

O aluno estagiário observou ainda, a ênfase dada ao Plano de Trabalho dos Gestores. Neste item, a Supervisora de Ensino, ressalta a importância da reflexão sobre questões a serem contempladas no desenvolvimento e acompanhamento do Projeto Pedagógico, tais como: definição de momentos de encontro dos membros da equipe gestora para planejamento e redimensionamento das ações; definição de formas e/ ou instrumentos de acompanhamento das atividades desenvolvidas nos diferentes ambientes da escola, análise dos planos de trabalho dos demais profissionais envolvidos no processo educativo, bem como a análise dos diferentes registros efetuados em diários de classe, linha do tempo (horários), planejamentos semanais/ mensais/ bimestrais, planilhas de acompanhamento de freqüência e, por fim, o controle da entrada e saída dos educandos, encerrando assim os registros no termo de visita.

Todas as orientações e ações promovidas pela Supervisora de Ensino demonstraram sua preocupação quanto à integração entre as diferentes dimensões da gestão, buscando acompanhar o funcionamento da unidade educacional, em parceria com a comunidade educativa, articulando as formas mais adequadas de aprimoramento do trabalho pedagógico e a consolidação da identidade da instituição.


 

4.1 Do Conselho de Classe

Nesse período de estágio, o aluno estagiário não contemplou nenhuma reunião de Conselho de Classe, contudo, após realizar algumas pesquisas pôde constatar que este é um dos vários mecanismos que possibilitam a gestão democrática na instituição escolar.

 A gestão democrática esta prevista na LDB 9394/96 em seu artigo 14:Art. 14 e os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios:

I – participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;

II – participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. A finalidade primeira dos conselhos de classe é diagnosticar problemas e apontar soluções tanto em relação aos alunos e turmas, quanto aos docentes.

O aluno estagiário considerou pertinente acrescentar informações sobre o Conselho de Escola, um colegiado, de natureza deliberativa e consultiva, constituído por representantes de pais, professores, alunos e funcionários. Sua função é atuar articuladamente com o núcleo de direção, no processo de gestão pedagógica, administrativa e financeira da escola.  Para tal, o aluno verificou uma ata de reunião do Conselho de Escola, constatando o caráter deliberativo e consultivo do documento. Dentre as informações e os assuntos que foram discutidos e aprovados pelo Conselho destacam-se: verbas e recursos financeiros - discussão sobre prioridades quanto à aprovação e aplicação das verbas e recursos financeiros destinados à aquisição de equipamentos e materiais, bem como para a realização dos serviços de manutenção e conservação predial; segurança: solicitação frente à Diretoria Regional de Ensino da possível contratação de profissionais para a execução de serviços terceirizados, como por exemplo, o serviço de vigilância, que na ocasião, contava apenas com um servidor público. Além destes registros consta ainda do documento a Prestação de contas relacionadas aos bens adquiridos.

A regulamentação do Conselho de Escola está prevista na legislação:

- Artigo 95 da Lei Complementar 444/85; - Comunicado SE, de 31/03/86; -Comunicado SE, de 10/03/93.

NOTA: Para saber mais sobre Conselho de Escola acesse:

http://faq.edunet.sp.gov.br/faq.asp?pesq=1&intCodassun=1001&intClass=31&intAgrup=31


 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

O aluno estagiário e servidor da Rede Municipal de Ensino, lotado na mesma unidade escolar em que desenvolveu seu trabalho, atua efetivamente junto à equipe pedagógica auxiliando no desenvolvimento de várias atividades e na organização da instituição de ensino como um todo. O fato de integrar a equipe de profissionais desta unidade escolar e de conhecer os trabalhos desenvolvidos nos diferentes setores, facilitou bastante seus estudos.


 

DO VALOR DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL

O aluno considera que o estágio possibilita relacionar a teoria dos conceitos à sua aplicabilidade, pois é a prática pedagógica, por meio de atividades de aprendizagem social, profissional e cultural, adequados aos valores éticos, que promovem aprendizagem através do exercício da reflexão crítica. As pesquisas e os questionamentos aproximam o aluno das soluções que ao serem alcançadas, em conjunto, nestas circunstâncias de contato direto com situações reais permitem o reconhecimento da formação da cidadania e da formação da consciência crítica, tendo como co-responsável o professor-educador.


 

SOBRE PROPOSTAS E RECOMENDAÇÕESDE MELHORIA

O Manual de Estágio foi muito bem elaborado, apresentando os critérios de maneira clara e objetiva, o que permitiu ao aluno concretizar o estágio com sucesso, considerando, portanto, o material, em seus vários aspectos, satisfatório.


 

AGRADECIMENTOS

O aluno estagiário agradece a Diretora de Escola, Sra. Maria Aparecida Moreira dos Santos que, mais uma vez, acompanhou todo o processo que envolveu o desenvolvimento deste trabalho, oferecendo prontamente, todo subsídio necessário para a efetivação deste estágio. O aluno dirige ainda os sinceros agradecimentos a todos os colaboradores da Instituição de Ensino Escolar o “CEI Geraldo Magela Peron”.

Não poderia deixar de homenagear minhas queridas amigas que me apoiaram e me fortaleceram no decorrer do curso. Sei que juntas formamos uma bela equipe e aprendemos muito. Pois bem, o que falar da Rosilda? com seu jeito sério, determinado e atencioso me ensinou uma grande lição: persistir sempre. A Verinha, tão carinhosa e espontânea... Alcançou seus objetivos e abençoada por Deus, ao encerrar o curso, deixou de ser simplesmente Vera, para se tornar Pedagoga e Mamãe Vera. Que orgulho eu tenho desta menina! E a Neide, ah! amiga, organizada, muito esforçada, vencedora e minha queridíssima. belas histórias, sonhos em comum, uma batalha e tanto e a recompensa: Enfim, "Pedagogas" Obrigada amigas!

Meus sinceros agradecimentos a todos os colaboradores da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), à Faculdade Guaianás, à Carmelania Andrade e a todos os professores que em algum momento participaram do meu processo de construção do conhecimento, sendo estes últimos, os professores do IESDE (Inteligência Educacional e Sistema de Ensino) e ao professor(a) tutor(a).

Agradeço ainda à Assistente de Direção, a Sra. Joelice do Carmo Gonçalves e ao Diretor da Escola Municipal de Educação Infantil EMEI Gianfederico Porta, o Sr.  Hélio Seixas Torres, que contribuíram  para a minha decisão de seguir a carreira do Magistério, me incentivando ao longo do curso. Quando em uma das suas falas, o Diretor de Escola Helio S. Torres diz "O trabalho em uma escola de educação infantil vai além da simples educação formal: ele extrapola para a ação social" e que "O que a gente espera é que a criança incorpore esses valores e os leve para casa", na verdade, sem saber, aos poucos, ele estava despertando e incorporando em mim o desejo de construir, de pesquisar  e muito mais do que ensinar, a disposição para aprender com as relações sociais que se estabelecem por meio da Educação.

Aos colaboradores desta escola que é para mim, um modelo a ser seguido e local onde o meu compromisso com a Educação começou, toda minha gratidão.

 


 

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS

Agradeço a Deus por tudo e principalmente pelo entendimento. “Amar a Deus sobre todas as coisas”, este é o verdadeiro sentido da vida!

Agradeço à toda minha família, minhas irmãs Raquel E. André Poteet e Adriana R. André, que me inspiraram a seguir esta profissão. Ao meu querido irmão Márcio Custódio, minha admiração tanto pelo profissionalismo, quanto pelo caráter e determinação. Obrigada irmão amigo por me estender a mão. À minha mãe, mulher corajosa, alegre, guerreira e acima de tudo vencedora! Gloriosa! Esta sim é digna das páginas dos livros didáticos de História. Obrigada mamãe por fazer de mim o que sou. 

Agradeço ao meu melhor amigo, meu companheiro de todas as horas, meu amado Marcelão. Tudo o que conquistamos até agora é quase nada diante do mundo de possibilidades que nos espera! Avante!!!    

Ao meu filho, meu pequeno laboratório, minha Luz Divina, minha razão de viver. Meu pinguinho de gente que hoje comemora comigo, mas que no início do curso era quase um bebê! Obrigada meu filho, meu amado menino. Eu amo vocês! Essa vitória é nossa!

 

 


 

Agora, 

 

como forma de agradecer ao Professor(a)  Tutor(a) e Orientador(a) de Estágio, a Sra. Deise Menezes Cupertino Fukuoka que, brilhantemente tem acompanhado a turma ao longo destes três anos, desempenhando seu trabalho com extrema habilidade, competência e dedicação, um trabalho digno de honras e reconhecimento, o aluno estagiário carinhosamente, presta um depoimento que traduz toda a sua gratidão: 

 “Esteja certa de que juntas, muitas coisas aprendemos, não só com as tantas teorias que estudamos, mas principalmente, com as incríveis histórias de vida que partilhamos. O seu exemplo de prática pedagógica que agrega conhecimento e afetividade, acolhendo o diferente, foi uma delas. E é esse exemplo de retidão de caráter que eu quero carregar na lembrança por toda a minha vida.

Já passei por tantas provações, já sofri muitas transformações, mas essa, é pra lá de especial, porque se trata de mais uma verdadeira transformação social nesta minha história de vida. A história de uma aluna que sempre gostou muito de estudar, mas que, por tantas vezes, viu seu sonho interrompido e, por alguns instantes quase que desmoronar. Uma aluna que sonhava com a sua primeira graduação, mas que naufragava por esta ou por outra razão. Só que dessa vez, essa persistência deixou de ser uma tentativa, para enfim, se tornar uma realidade. Uma grande vitória e a sra. faz parte de tudo isso.

 Eu poderia ter escrito esse depoimento em uma outra época e, principalmente, em um outro lugar, que não este, as últimas linhas de um relatório de estágio. Mas os escolhi justamente, porque nem estes momentos nem estas palavras representam um ponto final, mas sim, um recomeço.

E com isso, eu só reafirmo que o acaso não existe, que o conhecimento vale a pena e que estudar, jamais foi tão prazeroso como agora, e eu sei, que dessa vez, quem fez a grande diferença em nossas vidas, foi a Sra.” Obrigada por tudo, minha querida e adorável professora Deise!

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

*       Oliveira, Elisa da Silva Gomes

*       Gestão Educacional: Direção, Coordenação e Supervisão, pág. 12.

*       Revista Nova Escola/  J. C. Libâneo.

*       Perrenoud, Philippe “10 Novas Competências para Ensinar (Ed. Artmed); Ensinar: Agir na Urgência, Decidir na Incerteza”.

permalink

CONTAÇÃO DE HISTÓRIA  (TRABALHOS) escrito em segunda 22 agosto 2011 09:15

Blog de pedagogiaunicidiesdeguaianas : LEMBRETE PEDAGÓGICO - UNICID, CONTAÇÃO DE HISTÓRIA 

A arte de contar histórias é uma prática milenar que se teve seu ínicio desde os primórdios da humanidade por meio da tradição oral, sendo intensificadas na Grécia Antiga e no Império Árabe – por meio das famosas histórias presentes na obra “As mil e uma noites”, contadas por Sherazade. Essa arte amplia o universo literário, desperta o interesse pela leitura e estimula a imaginação através da construção de imagens interiores. Narrar uma historia será sempre um exercício de renovação da vida, um encontro com a possibilidade, com o imaginário e o desafio de, em todo tempo e em todas as circunstâncias de construir um final a maneira de cada leitor ouvinte. A contação de histórias age na formação da criança em várias áreas. Contribui no desenvolvimento intelectual, pois desperta o interesse pela leitura e estimula a imaginação por meio da construção de imagens interiores e dos universos da realidade e da ficção, dos cenários, personagens e ações que são narradas em cada história.


Outro ponto em que atua é no desenvolvimento comunicativo devido a sua provocação de oralidade que leva a criança a dialogar com seus colegas ouvintes e a (re)contar a história para seus amigos que não estavam presentes naquele momento. Com isso também é desenvolvida a interação sócio-cultural da criança ao proporcionar essa interação entre crianças e a criação de laços sociais e formação de gosto pela literatura e artes. A criança recebe influência até em seu desenvolvimento físico-motor, devido a manipulação do corpo e da voz de que faz uso ao ouvir e recontar as histórias.

A literatura oral africana tem vários papéis, dentre eles, o educativo, o recreativo e o da preservação cultural. No que diz respeito ao primeiro, ele é marcado pela presença de dois intervenientes: o iniciador e os iniciados. O primeiro geralmente é um velho ou simplesmente um adulto com mais experiência nas coisas da vida, enquanto que os  Salto para o futuro, disponível no site:

http://www.tvebrasil.com.br/SALTO/. iniciados são na sua maioria jovens, com o desejo de conhecer o segredo das coisas que lhes estão à volta. Quanto ao papel recreativo, a literatura oral tem apenas a finalidade de entreter os mais novos. Neste caso, o contador de histórias não tem que ser obrigatoriamente um velho, mas sim um conhecedor e alguém com dom de contar histórias.

As narrativas africanas não podem ser facilmente separadas como contos, fábulas ou lendas, pois nos trazem um entrelaçamento de todas essas formas. De fato, quanto mais próximas da transmissão oral, as histórias se transformam em um móbile ficcional que, a cada vez feito o reconto, resulta em uma nova composição, de acordo com o público e o momento, a cultura e a língua. O tempo da narração é sempre a noite, depois do jantar. As pessoas costumam se sentar em volta do contador de história para ouvir seus relatos. Ele acrescenta sempre palavras e expressões  próprias, tais como sons, gestos e uma coreografia pessoal para o objetivo desejado (distração, transmissão de uma mensagem, uma advertência, etc.). Por seu lado, o/a ouvinte tem um papel ativo na criação do conto (é sempre um ouvinteparticipante), devendo também refletir, elaborar ou moralizar, de acordo com as estruturas culturais do seu grupo. Na cultura africana a fala ganha força, forma e sentido, significado e orientação para a vida. A palavra é vida, é ação, é jeito de aprender e ensinar. “O poder da palavra garante e preserva ensinamentos, uma vez que possui uma energia vital, com  capacidade criadora e transformadora do mundo. Energia que possui diferentes denominações para as diversas civilizações, por exemplo, para os bantus essa energia é hamba, já para o povo iorubá a energia é o axé.” A matriz africana mantém parte de sua essência pela tradição de contar e vivenciar histórias míticas, consideradas práticas educacionais que chamam a atenção para princípios e valores, para o autoconhecimento, socialização de saberes e convivência comunitária. Segundo Vanda Machado, “contar mitos, em muitos lugares da África, faz parte do jeito de educar a criança que, mesmo antes de ir a escola, aprende as histórias de sua comunidade, os acontecimentos passados, valorizando-os como novidade. Os mitos de matriz cultural evidenciam valores de convivência e solidariedade.

Blog de pedagogiaunicidiesdeguaianas : LEMBRETE PEDAGÓGICO - UNICID, CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

 

BAÚ DE HISTÓRIAS

Uma vez, pequenas crianças ao meu redor, na Terra não existia nenhuma história para contar. Todas as histórias pertenciam a Nyame, o Deus do Céu. Ele as guardava numa caixa de ouro ao lado de seu trono.

Com estas palavras se inicia este conto da tradição oral africana, recontado por Gail E. Haley, que explica, por meio da ficção, como as histórias começaram a ser contadas no mundo. O velho e fraco Ananse, protagonista de muitas histórias populares da África e conhecido como homem-aranha porque sabia como trançar fios, tece uma teia e por ela sobe ao céu para tentar conseguir as histórias. O Deus do Céu lhe propõe três tarefas: trazer os marimbondos que picam como fogo, a fada que nenhum homem viu e o leopardo dos dentes terríveis. Ananse cumpre o desafio com sabedoria e inteligência e, por isso, é recompensado e volta à sua aldeia com o baú. Ao abri-lo, “todas as histórias se espalharam pelos cantos do mundo, até chegarem aqui”.

O livro termina com os dizeres: “Contei minha história. Entrou por uma porta, saiu pela outra. Quem quiser que conte outra”. As lendas e contos revelam as narrativas de tradições locais, entram e saem pelas portas da oralidade, encontrando novas narrativas e formando outros textos e apreensões.

 Blog de pedagogiaunicidiesdeguaianas : LEMBRETE PEDAGÓGICO - UNICID, CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

Este belo conto explica também a razão pela qual muitas histórias populares africanas são chamadas de histórias de aranha: são narrativas que mostram como homens ou animais pequenos e fracos podem superar o poder dos mais fortes com astúcia e com os conhecimentos de sua cultura.

E foi no ia 18/09/2010 que tivemos a honra de receber em nossa sala, a encantadora Mércia Soares que, brilhantemente nos presenteou com este belíssimo conto africano “Baú de Histórias”.

Referência:

Gail E. Haley
O baú das histórias: um conto africano

Il. da autora
trad. Giann Calvi
Autores & Agentes
Associados, 1994
40 pp.                       

http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-cenap/publicacoes/caderno%20de%20apoio%20a%20pratica%20pedagogica%20contos%20africanos.pdf

CITAÇÃO:

ALUNA: Luciene Heloísa André

TURMA: 00224

PROFESSORA: Deise Menezes Cupertino Fukuoka

UNICID - Universidade Cidade de São Paulo

Este trabalho acadêminco é parte integrante do carderno de atividades complementares do curso de Licenciatura em Pedagogia - Turma 00224 - Universidade Cidade de São Paulo - UNICID.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

permalink

ESCRITORES DA LIBERDADE  (FILMES) escrito em segunda 22 agosto 2011 08:25

Blog de pedagogiaunicidiesdeguaianas : LEMBRETE PEDAGÓGICO - UNICID, ESCRITORES DA LIBERDADE

ESCRITORES DA LIBERDADE

FICHA TÉCNICA:

Direção: Richard Lagravenese. Produção: Richard Lagravenese. Roteiro: Richard Lavagranese, Erin Gruwell, Freedom Writers. Elenco: Hillary Swank; Patrick Dempsey; Scott Glenn, Imelda Staunton; April Lee Hernandez; Kristin Herrera; Jacklyn Ngan; Sergio Montalvo; Jason Finn; Deance Wyatt. EUA/Alemanha, 2007. Duração: 123 min. Genero: Drama.

Richard Lagravenese tem 48 anos, nasceu em 30 de Outubro de 1959 nos EUA, é produtor e tem vários longa metragem, como: P.S. Eu Te Amo em 2007; Paris Eu te Amo 2006; A década Under the Influencer 2003, e escritores da Liberdade em 2007.

 

Sinopse:

Baseado em fatos reais, “Escritores da Liberdade” é uma história de preconceitos e de lutas, de afirmação de identidade e retrata a vida de adolescentes pobres, criados no meio de tiroteios e agressividade, travando uma verdadeira guerra nos bairros mais violentos da cidade de Los Angeles, causada por gangues movidas pelas tensões raciais na década de 90. Estrelado pela atriz Hillary Swank, que vive a personagem da professora “Erin Gruwell”, uma jovem que acredita que pode oferecer muito mais aos seus alunos e que eles só precisam ser ouvidos, compreendidos, estimulados. Predisposta a enfrentar os dilemas e os deveres da sua profissão, a professora Erin Gruwell combate um sistema deficiente lutando para que seus alunos quebrem preconceitos e paradigmas e descubram que o conhecimento pode fazer a diferença na vida dos estudantes e que é possível conviver pacificamente, independente da etnia, desmistificando suas crenças de que a dominação e a desigualdade social tem origem nos valores impostos pelos dos brancos. Para tal, a professora Erin apresentou aos alunos o Diário de Anne Frank, menina judia alemã, branca como ela, que sofreu perseguições por parte dos nazistas até perder a vida durante a 2ª Guerra Mundial. Erin consegue mostrar aos alunos que os impedimentos e situações de exclusão e preconceito podem afetar a todos, independente da cor, do credo, da posição social ou da religião. Agora, contando suas próprias histórias, e ouvindo as dos outros, uma turma de adolescentes supostamente indomáveis vai descobrir o poder da tolerância, recuperar suas vidas desfeitas e mudar seu mundo. “Escritores da Liberdade” é uma fabulosa história de vida que nos mostra como as palavras podem emancipar as pessoas e de que forma a educação, a cultura e o conhecimento são as bases para que um mundo melhor realmente aconteça e se efetive.

Reflexões

Até a década de 70 pouco se discutia a questão da Inclusão Social pelo mundo, porém, a partir deste período, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou um decreto tornando 1981 o Ano Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiências (AIPPD), época em que se passou a perceber que as pessoas portadoras de alguma necessidade especial eram também merecedoras dos mesmos direitos que os outros cidadãos.

É difícil pensarmos que pessoas são excluídas do meio social em razão das características físicas que possuem,  como cor da pele, cor dos olhos, altura, peso e formação física. Já nascemos com essas características e não podemos de certa forma ser culpados por tê-las.

Mas a inclusão não se trata apenas das Pessoas Portadoras de Deficiências. A inclusão está ligada a todas as pessoas que não tem as mesmas oportunidades dentro da sociedade. Inclusão social é um conjunto de meios e ações que combate a exclusão aos benefícios da vida em sociedade, provocada pela falta de classe social, origem geográfica, educação, idade, existência de deficiência ou preconceitos raciais.

Em “Escritores da Liberdade”, verificamos que o tratamento dado àqueles alunos, muito pouco ou nada tinha a ver com os verdadeiros propósitos da inclusão, já que as ações que se estabeleceram na Unidade Educacional em prol do grupo, demonstravam apenas que ninguém se preocupava em solucionar os problemas daqueles jovens. Ao contrário, reforçava ainda mais a desigualdade social, pois o pouco que se fazia não servia nem como paliativo, já que, segundo os estudos léxicos, paliativo diz respeito ao recurso empregado para atenuar ou adiar a solução de um caso. A intencionalidade, de fato, era livrar-se deles.  Lamentavelmente, esta realidade não está tão distante de nós e faz parte do contexto escolar em que muitos profissionais pouco se preocupam com a realidade social de seus alunos.

Existem políticas públicas educacionais que tratam desta questão, buscando o restabelecimento de uma educação plena, bem como a democratização do ensino, porém, na prática, muitas vezes não funciona nem na escola nem na família. O “Bulling” problema social tão discutido atualmente, mas ao mesmo tempo tão antigo, só mudou o nome, tem sua origem, muitas vezes, na própria família que não corrige suas crianças que acabam praticando atos de violência física e tortura mental acreditando na impunidade. Professores idealistas como a professora Erin, muitas vezes são anulados pelos próprios colegas de profissão, não recebem apoio nem incentivo, tendo seus esforços diminuídos a todo instante. E o que fazer diante dessa realidade?

 

Persistir. Incentivar os alunos a buscarem as respostas. Pesquisar, trazer bons exemplos para a saca de aula, promover debates e despertar o senso crítico em cada um. Respeitar a vivência de cada um, ouvir, valorizar seus conhecimentos e buscar dentro da realidade e de suas próprias histórias de vida, conteúdos a serem discutidos em sala de aula. É possível trabalhar a interdisciplinaridade a partir destes temas.

Blog de pedagogiaunicidiesdeguaianas : LEMBRETE PEDAGÓGICO - UNICID, ESCRITORES DA LIBERDADE

 

Escritores da Liberdade e a Pedagogia Libertadora de Paulo Freire.

A pedagogia libertadora, também denominada pedagogia da libertação, faz parte dos postulados centrais de Paulo Freire, a qual é conhecida e pesquisada em diversas universidades ao redor do mundo. Esta pedagogia propõe uma educação crítica a serviço da transformação social. O termo está também associado à filosofia da libertação, de Enrique Dussel. Segundo Dussel, o processo pedagógico passa pelo ser humano, que é agente da própria libertação. A Pedagogia Libertadora utiliza "temas geradores", ou seja, os alunos são alfabetizados com as palavras que usam no dia-a-dia, sempre associando o processo de alfabetização com a vida. Também ela valoriza o interesse e iniciativa dos educandos, dando prioridade aos temas e problemas mais próximos das vivências dos educandos sobre os conhecimentos sistematizados. Mas, diferentemente do movimento escolanovista, a pedagogia libertadora põe no centro do trabalho educativo temas e problemas políticos e sociais, entendendo que o papel da educação é, fundamentalmente, abrir caminho para a libertação dos oprimidos.

E foi essa visão que fez com que a professora Erin despertasse em seus alunos o desejo de se libertarem da opressão em que se encontravam e de lutarem por seus ideais se unindo em prol do combate aos problemas sociais.

ANALOGIA
Agora convido vocês a apreciarem a letra da canção “Pescador de Ilusões”, da banda O Rappa, uma banda brasileira conhecida por suas letras de forte impacto social. Considerada um dos maiores sucessos da banda, a música “Pescador de Ilusões” foi composta pelo baterista Marcelo Yuka que, ironicamente, ficou paraplégico em conseqüência da violência urbana, após ser baleado ao presenciar um assalto no Rio de Janeiro.

Depois vamos refletir sobre esta letra acompanhando uma análise encontrada no site http://analisedeletras.com.br/rappa/pescador-de-ilusoes-2/.  Vejamos:

Pescador De Ilusões/ O Rappa/ Composição: Marcelo Yuka

Se meus joelhos Não doessem mais/ Diante de um bom motivo que me traga fé, que me traga fé.../ Se por alguns Segundos eu observar e só observar/A isca e o anzol, A isca e o anzol, A isca e o anzol, A isca e o anzol.../Ainda assim estarei pronto pra comemorar/Se eu me tornar menos faminto e curiós, Curioso.../ O mar escuro trará o medo/Lado a lado com os corais mais coloridos.../Valeu a pena Êh! Êh!/ Valeu a pena Êh! Êh!/ Sou pescador de ilusões/ Sou pescador de ilusões...(2x)

 

Se eu ousar catar na superfície de qualquer manhã/ As palavras de um livro sem final! Sem final!/ Sem final! Sem final! Final.../ Valeu a pena Êh! Êh! Valeu a pena Êh! Êh!/ Sou pescador de ilusões/ Sou pescador de ilusões...(2x)

Se eu ousar catar na superfície/ De qualquer manhã as palavras/ De um livro  sem final!  sem final!/ Sem final! Sem final! Final...

Valeu a pena Êh! Êh!, Valeu a pena Êh! Êh!/ Sou pescador de ilusões.../ Sou pescador de ilusões.../ Valeu a pena Êh! Êh! Valeu a pena Êh! Êh!/ Sou pescador de ilusões/

 Sou pescador de ilusões.../ Valeu a pena, Valeu a pena, Valeu a pena!...

Análise

Se meus joelhos Não doessem mais diante de um bom motivo que me traga fé Que me traga Fé...

“O texto na primeira pessoa é um relato poético o chamado“Eu lírico”
O autor está prostrado diante de algo que acha um bom motivo. De joelho é a expressão mais comum de expressar prostrado, porém por muito tempo o joelho começa doer se não fosse este
motivo (incomodo) ficaria a vida toda nesta posição”.

Se por alguns segundos eu observar e só observar a isca e o anzol.

“Diante desta frase o que ele acha importante na verdade, não passa de um engodo. Ele usa uma alegoria como peixe para tornar clara a situação em que nos encontramos. A isca, para o peixe, é algo muito bom, mas por trás disto, traz o anzol que representa a sua morte.”

Ainda assim estarei pronto pra comemorar se eu me tornar menos faminto e curioso.

“O peixe estando com fome, mesmo vendo que há um anzol ele comemorará. Agora se tirar um pouco a sua fome (necessidade primária e irrevogável), não pensará com a barriga e sim com a mente e verá realmente que a isca é algo que tomará o que há de mais importante, a vida. Desta forma, ele poderá questionar e agir.”

O mar escuro trará o medo lado a lado com os corais mais coloridos.

“O mar quanto mais profundo maior é a ausência de luz. Desta forma os corais são menos coloridos e menos abundantes de alimentos. Mas quando os olhos são desvendados pode buscar algo audacioso. Como toda decisão por mudança traz medo e junto a recompensa. Que são os corais mais abundantes.”

Valeu a pena Êh! Êh! Valeu a pena Êh! Êh! Sou pescador de ilusões Sou pescador de ilusões.

“Para muitos, uma “vida melhor, por total ausência de oportunidade, é uma grande ilusão. E se o autor conseguiu fazer você ver que “uma vida melhor” é possível. valeu a pena! Então ele se orgulha de ser um pescador, que não te oferece um engodo que roubará sua vida, mas sim um mundo de possibilidades, se assim quiser chamar, que é a vida sustentável.”

Se eu ousar catar na superfície de qualquer manhã.

“agora, se for mais corajoso ainda de botar a cabeça fora d’água de manhã para ver.
 todo o esplendor do mundo revelado que a noite encobriu: céu, terra, verdes matas...”

As palavras De um livro Sem final! Sem final! Sem final! Sem final! Final…”

“a vida que antes tinha uma historia de carta marcada que nasceu faminto e morrerá faminto reclamando dos mesmos problemas, passará a ser um livro sem final imprevisível onde, quem decide é você. Basta abrir os olhos e ver as oportunidades que te esperam.”

Conclusão

Mas você deve estar se perguntando: qual a relação entre “Pescador de Ilusões” e “Escritores da Liberdade”? Que mensagens podemos encontrar nestas obras?

Há uma forte relação entre Escritores da Liberdade, a Pedagogia Libertadora de Paulo Freire e a análise descrita acima sobre a música Pescador de Ilusões e que tratam de histórias de vida, problemas sociais, tolerância, persistência, direitos humanos, afirmação de identidade e, principalmente, liberdade. Na trama, essa liberdade que emancipa veio com a educação, a cultura e o conhecimento, a partir do que eles tinham que nada mais era do que suas próprias histórias de vida, tal como propõe Paulo Freire: uma educação crítica a serviço da transformação social. Uma Pedagogia Libertadora que se utiliza de temas geradores para tratar de problemas sociais, buscando valorizar o interesse e iniciativa dos educandos, dando prioridade aos problemas mais próximos das vivências dos educandos, oportunizando a libertação dos oprimidos. E a análise da letra de Pescador de Ilusões também faz uma alusão a essa tal liberdade. De que forma? Procurando mostrar que, quando os joelhos doem é sinal de que é preciso se levantar e fazer alguma coisa. Só rezar, não adianta, por maior que seja a sua fé. É preciso não cair em tentação porque a sensação de prazer dura pouco. Há outras maneira que também podem alimentar e tirar um pouco a sua fome, te deixando lúcido e capaz de argumentar. A isca pode ser maravilhosa, mas depois dela sempre vem o anzol que está em toda parte e a princípio é convidativo e de fácil acesso. É preciso se cuidar para não se viciar, não se prostituir, não se corromper... O medo é necessário e prudente. Quem não tem medo de nada, corre sérios riscos. Mas ele tem que ser na medida certa para que quando precisares ser audacioso ele não te impeça de lutar. É preciso enfrentar os medos para enxergar os corais, até que você chegue à superfície e, finalmente, ao colocar a cabeça fora d’água pérceba que você pode experimentar todo o esplendor que estava encoberto, todas as possibilidades de uma vida que se renova a cada dia, sem que você se prenda a coisa alguma, sem que nada nem ninguém determine o seu destino, porque a forma como você conduz a sua vida é o que determinará sua liberdade de escolhas.

Uma escola pode ser considerada inclusiva, quando não faz distinção entre seres humanos, não seleciona ou diferencia com base em julgamentos de valores como “perfeitos e não perfeitos”, “normais e anormais”.

FONTE E CITAÇÕES:

http://analisedeletras.com.br/rappa/

http://www.infoescola.com/cinema/escritores-da-liberdade/

http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=991

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedagogia_libertadora

ALUNA: Luciene Heloísa André

MATRÍCULA: 256727

PROFESORA: Deise Menezes Cupertino Fukuoka

*** Este trabalho é parte integrante do carderno de atividades complementares do curso de Licenciatura em Pedagogia, Turma 00224 - Universidade Cidade de São Paulo - UNICID.

 

permalink

CONFERÊNCIA: FORMAÇÃO DOCENTE NO BRASIL E SUA AMPLITUDE - PROF. PAULO NATANAEL PEREIRA DE SOUZA  (CONFERÊNCIAS) escrito em quinta 23 junho 2011 18:17

Paulo Natanael Pereira de Souza

Graduado em Economia e Administração e doutor em Educação. Professor Universitário nas áreas de Economia, História e Educação.

Ex-membro dos Conselhos Estadual (SP) e Federal de Educação e presidente deste último. Ex-secretário municipal de Educação e Cultura de São Paulo (1971-1974) e ex-superintendente da Bienal de São Paulo.


                    RELATO - ATIVIDADES COMPLEMENTARES  DO MÓDULO 12

ALUNO: LUCIENE HELOÍSA ANDRÉ 

TUTOR: PROFª DEISE MENEZES CUPERTINO FUKUOKA

TURMA: 00224 - LICENCIATURA EM PEDAGOGIA                                       UNICID SP

MÓDULO: 12                                                         DATA DE ENTREGA: ____/____/____

CONFERÊNCIA:  FORMAÇÃO DOCENTE NO BRASIL E SUA AMPLITUDE

CONFERENCISTA: DR. PAULO NATANAEL PEREIRA DE SOUZA   


 

INTRODUÇÃO

Nesta conferência, o professor Paulo Natanael Pereira de Souza, fala sobre Formação de Docentes na Educação, bem como a Crise na Educação Brasileira, sobretudo dos resultados desanimadores que têm colocado o Brasil nos últimos lugares no “Ranking” internacional da aprendizagem e aponta alguns caminhos para transformar este cenário atual.


 

De acordo com o professor Paulo,  um  dos fatores que contribui  para os baixos índices de aproveitamento dos alunos em todos os níveis está diretamente relacionado à formação deficiente e equivocada dos professores, excluídas as raras exceções, infelizmente, os professores não têm conseguido auxiliar seus alunos no processo de construção do conhecimento necessário para suprir suas necessidades futuras. Sem saber o que fazer exatamente, em sala de aula, não conseguem relacionar a teoria dos conceitos que ensinam com sua aplicabilidade na prática.  Isso ocorre porque as Faculdades de Educação estão, de um modo geral, falhando na sua missão de formar, atualizar e qualificar docentes.

Um outro aspecto que contribui para o esse caos é a inadequação do modelo educativo brasileiro, herdado de um passado composto por várias adaptações de modelos europeus e americanos de educação inadequados à nossa sociedade, já que esses modelos visavam educar para a elite reforçando o status elitista daqueles que tinham acesso à escolarização no período do Brasil Colonial em que a educação era voltada a uma pequena parcela da população, uma minoria pertencente à elite social. Deste modo, não existia a educação popular. Os índios, catequizados pelos jesuítas não influenciavam em nada a população branca e livre e não participavam do processo produtivo do país que, nesta ocasião, dependia da força do trabalho escravo e, os escravos, por sua vez, como não eram considerados gente, não recebiam educação. Logo, a educação de massa não tinha nenhum significado na época colonial.

No período imperial, mesmo com a expansão populacional, ninguém se preocupou com a educação do povo, tampouco com o assistencialismo social, reforçando, ainda mais que, o fato determinante para a escolarização era o status social.

 A preocupação em educar toda a população só apareceu com o surgimento da industrialização e da modernização que gerou grandes mudanças sociais e econômicas. Foi aí que o país se deu conta que não havia uma correspondência entre a organização escolar curricular e a didática. A saída foi recorrer aos modelos arcaicos europeus e americanos de educação, que para a nossa sociedade eram completamente descontextualizados e incompatíveis às nossas necessidades, se refletindo até os dias de hoje. Tais modelos não ofertam o que as escolas realmente precisam para desenvolver nos seus alunos o conhecimento e a cidadania necessários para que estes indivíduos possam refletir criticamente, contribuindo, de forma efetiva, para o desenvolvimento da sociedade brasileira.  Para o autor, quando o filósofo e pedagogo norte-americano declarou: “sei porque faço e aprendo porque aplico”, de certa forma, ele introduziu a idéia de que é preciso relacionar os aspectos teóricos à vivência do educando, de maneira que o aluno possa aprender na prática.

Por outro lado, a falta de integração entre os processos didáticos tradicionais e às novas tecnologias educacionais e da comunicação também deve ser discutida de forma mais abrangente, principalmente, com relação ao trabalho com a formação dos professores, buscando um método mais pragmático e eficaz, para que haja uma atuação mais dinâmica e criativa no processo de ensino/ aprendizagem.

A falta de escolarização também requer medidas urgentes, pois o Brasil ainda apresenta altos índices de baixa ou nenhuma escolarização, principalmente, nos núcleos sociais distanciados das facilidades dos grandes centros. Um dos recursos tecnológicos que devem ser explorados exaustivamente é o ensino à distância, que já é uma realidade e, pode sim, colaborar no processo de formação de milhões de brasileiros, infelizmente esquecidos. Segundo o professor Paulo, O país ainda luta contra o preconceito de burocratas que são contra o EAD, defendendo que o método leva a abusos, corrupções, extorsões e falsidades. Contudo, até aqui, predomina o ensino presencial, no entanto, a luta é intensa contra todo tipo de abuso, corrupção e insuficiências deste método tradicional de ensino, cujas deficiências progridem cada vez mais. O professor Paulo acrescenta ainda que a “mundialização” em todos os aspectos, inclusive da Educação, só ocorrerá quando todas as adaptações necessárias aos procedimentos escolares em vigor forem feitas, pois as reformas só aconteceram no âmbito das Leis Educacionais, que são suficientemente amplas para permitir ou não toda e qualquer mudança. Na prática, a educação em si, continua adotando os mesmos procedimentos que a tornam cada vez mais deficiente, sem que haja qualquer adaptação às Leis Vigentes, que possibilitariam o sucesso educacional. Não precisamos de novas leis, mas sim, do cumprimento inteligente e eficaz das que aí estão, sobretudo a de nº. 9394/96, conhecida como Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Sobre a capacitação para todo os professores em exercício, o professor Paulo diz que o Artigo 87 da LDB/96, segundo o qual cabe aos Municípios, aos Estados e à União realizar programas de capacitação para todos os professores em exercício, utilizando também, para isso, os recursos da educação à distância, deixa claro que, quem estiver trabalhando em sala de aula precisa se atualizar em termos de aprendizagem e ensino. 

Sobre a questão Carteira Assinada, não há restrição da LDB quanto ao assunto. O que ocorre é uma confusão entre definição do que é trabalho e o que é emprego. Não importa de que forma será consolidado seu efetivo trabalho, mas sim a qualidade com que esse trabalho é desenvolvido. Todos têm seus direitos assegurados e deveriam participar dos programas de capacitação, inclusive, voluntários e estagiários na educação que numa situação-aula, certamente, terão um desempenho bem melhor.

Até mesmo o profissional não diplomado, mas com notório saber adquirido com o exercício da profissão, de forma extra-acadêmica acaba se especializando, sendo portanto pela LDB, também.

É um equívoco, achar que serviço corresponde apenas a emprego formal em carteira, como já ocorreu em um Conselho Estadual de Educação que restringiu o registro dos diplomas somente àqueles com carteira assinada. Aliás, esse assunto de caráter administrativo não compete à Educação.  

O importante é não permitir que interferências e interpretações pessoais dificultem a utilização dos instrumentos que contribuem para a melhoria da qualidade dos serviços prestados por aqueles que trabalham com a Educação, conclui o professor Paulo Natanael Pereira de Souza.  

                              

SOBRE O AUTOR: http://www.elearningbrasil.com.br/congresso/2006/palestrantes/paulon.asp

FONTE: http://www.videolivraria.com.br/videolivraria/interface/default.asp

LEMBRETE PEDAGÓGICO – A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO

LUCIENE HELOÍSA ANDRÉ

permalink
|

Abrir a barra
Fechar a barra

Precisa estar conectado para enviar uma mensagem para pedagogiaunicidiesdeguaianas

Precisa estar conectado para adicionar pedagogiaunicidiesdeguaianas para os seus amigos

pedagogiaunicidiesdeguaianas
pedagogiaunicidiesdeguaianas | 5 fans

Adicionar aos meus amigos | Escrever uma mensagem

 
Criar um blog