O PROCESSO HISTÓRICO DO ENSINO E APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA  (ALFABETIZAÇÃO, FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICO) escrito em quarta 05 agosto 2009 10:23

PROCESSO HISTÓRICO DO ENSINO E APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESRITA

Pág. 7 à Pág. 9

 UNIVERSALIZAÇÃO DO DOMÍNIO DA LEITURA E DA ESCRITA  

  • expansão do comércio de mercadorias manufaturadas sob a nova ordem social burguesa (ascensão da burguesia).
  • Preconização do aprendizado da leitura com a finalidade de conhecer o texto bíblico, atendendo os anseios dos reformadores protestantes. 

ALFABETIZAÇÃO DESDE A CARTILHA DE COMENIUS

COMÊNIUS, PASTOR PROTESTANTE - O PAI DA PEDAGOGIA MODERNA

FUNDAMENTOS DA ESCOLA DE COMENIUS 

  • Organização do trabalho pedagógico
  • Ensinar tudo a todos (o mestre promove a instrução sobre “tudo” e a arte de elaborar seu produto manufaturado com maestria passa para as mãos do trabalhador que realiza tarefas parceladas num trabalho coletivo);
  • Manual didático como instrumento de ensino (livro didático contendo a simplificação do trabalho do professor).
  • Cartilha de ensinar a ler: livro didático (conhecimento apresentado com profundidade das fontes originais, mas compendiado em fórmulas e definições que introduzem o aprendiz nos primeiros passos da instrução científica), ilustrado com figuras ao lado das palavras, das sílabas e das letras do alfabeto.
  • Instrução simultânea: classe heterogênea com alunos em diferentes níveis de aprendizado.

A INSTRUÇÃO PÚBICA E A REFORMA PROTESTANTE 

A ESCOLA DE COMENIUS 

  • Escola pensada como uma oficina de homens;
  • Escola organizada conforme os parâmetros das artes (abrangendo também as manufaturas).
  • Especialização dos artífices  e dos instrumentos de trabalho;
  • Divisão do trabalho em diferentes operações realizadas por trabalhadores distintos; 

O LADO NEGATIVO DO MANUAL DIDÁDICO (material com uma gama de especializações decorrentes dos diferentes momentos de escolarização e das distintas áreas do conhecimento). 

  • Professor refém de suas próprias limitações
  • Surgimento da divisão do trabalho dentro do estabelecimento escolar, como ocorreu com a manufatura. 

PRINCIPAIS NOMES:

COMENIUS 

ALFABETIZAÇÃO OU LETRAMENTO?

Pág. 11

ALFABETIZAÇÃO: ensinar a aprender a ler e escrever.

LETRAMENTO/LITERACY(pág. 13): processo comunicacional dotado de rapidez e de simultaneidade entre a produção e a recepção de grande número de informações, ou seja, o cultivo das atividades de leitura e escrita que respondem às demandas. Resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever. Estado ou condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como conseqüência de ter-se apropriado da escrita.

  A Alfabetização e o Letramento (1980) são ações pedagógicas distintas que se complementam simultaneamente, de modo que ensinam a ler e a escrever no contexto das práticas sociais da leitura e escrita, tornando o aluno ao mesmo tempo alfabetizado e letrado. 

PRINCIPAIS NOMES: 

SOARES: pág. 12 (diferença entre alfabetização e letramento).       

MARY KATO: pág. 13 (escritora, primeiras referências sobre letramento).

IEDA VERDIANI TFOUNI: pág. 13 (escritora, referências  sobre letramento). 

PRODUÇÃO SOCIAL DA LINGUAGEM ORAL E ESCRITA

Pág. 15 

O primeiro ato histórico, pelo qual os homens se distinguem dos animais, não é o fato de pensar, mas o de produzir os seus próprios meios de existência.

O Ao produzir tecnologias (artefatos, instrumentos); ideias (crenças, conhecimentos, valores); mecanismos para elaboração das idéias (planejamento, raciocínio, abstração), realiza um forma humana de vida que o distingue das demais espécies e o auxilia mútuo entre a espécie é que estabelece uma relação social , sendo imprescindível a cooperação entre os semelhantes, quaisquer que sejam as condições, o modo e a finalidade das ações a serem empreendidas. O enfrentamento deste importante desafio de cooperação mútua se efetiva na produção da linguagem.

 Por meio da LINGUAGEM é possível organizar a atividade prática coletiva, sistematizando e comunicando as informações necessárias à sua realização. Sobretudo, a linguagem permite acumular as experiências socialmente realizadas, num processo de troca e transmissão da informação, pois é possível codificá-las pela palavra. Por essa razão, as gerações seguintes podem dar continuidade ao processo de desenvolvimento das formas humanas de vida a partir do estágio já alcançado, sem voltar ao ponto ode partida da geração que precedeu. 

PRODUÇÃO DA LINGUAGEM, PRODUÇÃO DA CONSCIÊNCIA (pág. 16) 

A LINGUAGEM, além de apresenta-se de forma diversificada nos diferentes estágios da sociedade, é a consciência real e pratica do homem que possibilita a passagem da consciência sensível para a consciência racional humana, permitindo a transposição das operações com objetos concretos para operações mentais por meio de conceitos e representações, sem  necessariamente, ter que estar em contato com o objeto. 

TEXTO ESCRITO – representação da representação que não conta com elementos extraverbais (gestos, mímica, entonação), que possam vinculá-lo a situação que lhe deu origem. 

A RELAÇÃO ENTRE APRENDIZAGEM DA LÍNGUA ESCRITA E DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO (pág. 19). 

VYGOTSKY E A APROPRIAÇÃO DA LÍNGUA

“O aprendizado humano pressupõe uma natureza social específica e um processo através do qual as crianças penetram na vida intelectual daqueles que a cercam”. Vygotsky. 

O NIVEL DE DESENVOLVIMENTO REAL determina a idade mental de uma criança. Por meio de testes específicos podemos saber o nível de desenvolvimento das funções mentais da criança. 

ZONA DO DESENVOLVIMENTO PROXIMAL é um dos principais aspectos do aprendizado que define a distância entre o nível de desenvolvimento real, determinado pela capacidade de resolver um problema sem ajuda, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através de resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou em colaboração com outro companheiro. Quer dizer, é a série de informações que a pessoa tem a potencialidade de aprender, mas ainda não completou o processo; Os conhecimentos fora de seu alcance atual, mas potencialmente atingíveis.

Tais estudos constataram que os processos internos que o aprendizado desperta, quando internalizados pelas crianças, tornam-se parte das aquisições do seu desenvolvimento independente 

A partir daí, Vygotsky concluiu que o processo de desenvolvimento não coincide com o processo de aprendizado, porque o desenvolvimento é mais lento que o aprendizado, daí a origem da expressão Zona do Desenvolvimento Proximal. Logo, a assimilação do significado de uma palavra ou o domínio de uma operação tal como a adição ou a linguagem escrita, não significa que o processo de desenvolvimento está completo, mas sim que o domínio inicial das quatro operações aritiméticas fornece a base para o desenvolvimento subseqüente de vários processos internos altamente complexos no pensamento da criança.  

APRENDIZADO: O aprendizado é um aspecto necessário e universal do processo de desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente organizada e especificamente humanas que, adequadamente organizado, resulta em desenvolvimento mental e põem em movimento vários processos de desenvolvimento que, de outra forma, seriam impossíveis de acontecer. 

DESENVOLVIMENTO DAS FUNÇOES E FACULDADES PSÍQUICAS SUPERIORES: processo decorrente da apropriação do conteúdo da experiência humana (a criança se apropria dos conceitos que organizam e explicam o mundo humanizado, pela mediação dos adultos que a cercam), generalizado e fixado nos produtos materiais das atividades realizadas ou em categorias conceituais sob a forma verbal a partir da interação com o mundo objetivo, cujas transformações foram marcadas pela atividade humana.

 PROCESSO INICIAL DA AQUISIÇÃO DA ESCRITA (pág. 20). 

AQUISIÇÃO DA ESCRITA: a aquisição da escrita é um processo que se inicia muito antes da criança entrar na escola.  Todo tipo de contato com a escrita, seja pela interação com pessoas que lêem e escrevem, seja pela manipulação com os materiais escritos, são considerados partes do processo de aquisição da escrita. Contudo, somente esse contato não é o suficiente para que a criança desenvolva naturalmente um processo de conhecimento da língua escrita, já que tanto a linguagem oral, quanto a escrita, bem como a apropriação destas formas, são resultantes de um lento esforço de produção dos homens. Por isso a necessidade da inserção do aluno nessa realidade histórico- cultural por meio da mediação do professor.

 O PAPEL DO PROFESSOR NO PROCESSO DE AQUISIÇÃO DA ESCRITA: o professor, enquanto alguém que domina esse objeto de conhecimento, é o principal mediador da aprendizagem, exercendo um papel decisivo nesse processo pedagógico, por ter o conhecimento de métodos bem definidos de aprendizagem. 

TEXTO: contexto de interação no qual os elementos textuais (palavras, sílabas, etc.), que portam relações entre si, revestem-se de sentido. 

SISTEMATIZAÇÃO DO DOMÍNIO DA LEITURA: são as palavras conhecidas que introduzem o estudo das relações que organizam o sistema gráfico. Primeiramente, apresentar o texto de maneira que o aluno tenha uma compreensão global. Em seguida, destacar frases e palavras, já saturadas de sentido, buscando sistematizar o domínio da leitura e da escrita.  

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